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Resumos Científicos

Safety evaluation of the phosphinothricin acetyltransferase proteins encoded by the pat and bar sequences that confer tolerance to glufosinate-ammonium herbicide in transgenic plants. Hérouet, C.; Esdaile, D.J.; Mallyon, B.A.; Debruyne, E.; Schulz, A.; Currier, T.; Hendrickx, K.; van der Klis, R.-J.; Rouan, D. Regulatory Toxicology and Pharmacology, vol. 41, pp. 134-149, 2005.

A proteína fosfinotricina acetiltransferase (PAT), que é codificada pelo gene bar de Streptomyces hygroscopicus ou pelo gene pat de Streptomyces viridochromogenes, está presente em várias plantas transgênicas tolerantes ao herbicida glufosinato de amônio. Nesse trabalho foi avaliada a segurança da proteína PAT. Concluiu-se que esta proteína é altamente específica e não possui características associadas com toxinas ou substâncias alergênicas. Além disso, é rapidamente degradada nos fluidos intestinais e gástricos e não mostrou efeitos adversos em ratos que a receberam por administração intravenosa em altas doses. De acordo com os autores, há uma aceitável certeza de não existir nenhum risco quando da inclusão da proteína PAT na alimentação humana ou na ração animal.

Resumo: Victor Augustus Marin - Biólogo, Dr. em Biotecnologia Vegetal e pesquisador visitante do Setor de Biologia Molecular do INCQS/Fiocruz


Modelagem da evolução da resistência de pragas a toxinas Bt expressas em culturas transgênicas: Quantificação de risco utilizando análise de incertezas. A. de H.N. Maia. Tese de Doutorado. Esalq, Piracicaba, 108 p., 2003.

Uma das principais preocupações associadas às plantas Bt é a evolução da resistência das pragas-alvo às proteínas expressas nas mesmas, processo complexo e que torna difícil a realização de experimentos para avaliar essa evolução em larga escala. Com isso, métodos matemáticos têm sido utilizados para estimar a freqüência de resistência ao longo do tempo. A autora utiliza em seu modelo a análise de incertezas, avalia os efeitos de diferentes distribuições iniciais dos genes de resistência sobre as estimativas de risco e desenvolve um software que permite quantificar esse risco. A utilização da análise de incerteza possibilita estimar a geração da praga-alvo a partir da qual o risco de resistência é superior a 0,99.

Resumo: Marcos Rodrigues de Faria - Engenheiro agrônomo, mestre em Entomologia e pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia


Bacillus thuringiensis: Uma breve revisão. R. Polanczyk & S. Alves. Agrociência VII (2): 1-10, 2003.

Neste relato são abordados alguns aspectos relacionados à bactéria entomopatogênica Bacillus thuringiensis. Esses aspectos incluem a interação desse patógeno com o ambiente e os insetos e com mais detalhes o modo de ação, nomenclatura, caracterização e utilização deste patógeno no manejo de pragas. Para finalizar é feita uma abordagem sobre os possíveis efeitos prejudiciais deste microrganismo sobre o meio-ambiente e organismos não-alvo.

Resumo: Marcos Rodrigues de Faria - Engenheiro agrônomo, mestre em Entomologia e pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia


Bacillus thuringiensis toxin (Cry1Ab) has no direct effect on larvae of the green lacewing Chrysoperla carnea (Stephens) (Neuroptera: Chrysopidae). J. Romeis; A. Dutton & F. Bigler. Journal of Insect Physiology 50: 175-183, 2004.

Através de uma nova técnica de bioensaio com larvas de Chrysoperla carnea, não foram observados efeitos direto da toxina Cry1Ab sobre este inimigo natural. A quantidade de toxina ingerida por ninfas de C. carnea de 1º estádio foi 10.000 vezes superior que as concentrações ingeridas quando a este inseto são oferecidas lagartas alimentadas com toxinas de Bt. Os resultados obtidos sugerem de forma veemente que larvas de C. carnea não são sensíveis à toxina Cry1Ab e que relatos anteriores acerca de efeitos negativos do milho-Bt foram causados pela baixa qualidade das presas oferecidas.

Resumo: Marcos Rodrigues de Faria - Engenheiro agrônomo, mestre em Entomologia e pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia


Safety assessment of recombinant green fluorescent protein orally administered to weaned rats. Richards, H.A.; Han, C.-T.; Hopkins, R.G.; Failla, M.L.; Ward, W.W.; Stewart, N. Jr. Journal of Nutrition, vol. 133, pp. 1909-1912, 2003.

A proteína verde fluorescente ou GFP ("Green Fluorescent Protein") tem sido uma valiosa ferramenta para a biotecnologia, em virtude da sua utilização como um marcador na expressão gênica in vivo. A GFP pode ser utilizada para o monitoramento de transgenes no ambiente e para a substituição dos antibióticos utilizados como marcadores de seleção nas plantas transgênicas. O objetivo deste trabalho foi estudar o potencial tóxico e a alergenicidade da GFP em uma canola transgênica. A proteína foi administrada oralmente em ratos por um período de 26 dias. Os animais alimentados com a GFP não apresentaram alterações com relação ao crescimento, peso do intestino ou outros órgãos e a atividades de enzimas hepáticas. A comparação dos aminoácidos da GFP com os aminoácidos de alérgenos já conhecidos nos alimentos revelaram ausência de regiões com capacidade alergênica. Além disso, a GFP é rapidamente degradada durante a digestão gástrica simulada e o consumo de plantas transgênicas GFP não resultaram em quantidades detectáveis de GFP no trato digestivo dos animais. Estes dados sugerem que a GFP possui um baixo risco de alergenicidade e com estes resultados preliminares foi demonstrado que a GFP não representa um risco a saúde.

Resumo: Victor Augustus Marin - Biólogo, Dr. em Biotecnologia Vegetal e pesquisador visitante do Setor de Biologia Molecular do INCQS/Fiocruz


Comparison of hCMV immediate early and CaMV 35S promoters in both plant and human cells. Vlasák, J.; Smahel, M.; Pavlík, A.; Pavingerová, D.; Bríza, J. Journal of Bitechnology, vol. 103, pp. 197-202, 2003.

O promotor do vírus do mosaico da couve flor (CaMV), denominado 35S, é utilizado na maioria das plantas transgênicas, tendo como função a expressão dos diferentes genes inseridos nestas plantas. No entanto, há uma grande discussão sobre os possíveis efeitos deste promotor nas células animais. No trabalho de Vlasák e colaboradores (2003), foi comparado o efeito deste promotor em plantas e em células humanas e utilizando um outro promotor de expressão em humanos, sendo testado em plantas. Foi verificado que o promotor 35S teve baixa expressão em células humanas, cerca de 10.000 vezes mais baixo que o promotor próprio das células humanas. Isto indica que o perigo associado ao uso do promotor 35S não é tão sério como é algumas vezes mencionado, sendo questionável como esta baixa atividade possa causar danos às células humanas.

Resumo: Victor Augustus Marin - Biólogo, Doutor em Biotecnologia Vegetal e pesquisador visitante do Setor de Biologia Molecular do INCQS/Fiocruz


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