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Resumos Científicos

La fragilidad del complejo maicero argentino ante los requisitos de acceso para los OGM Galperín, Carlos; Fernández, Leonardo; Dávila, Mabel y Perez, Guillermo (2006).

La fragilidad Del complejo maicero argentino ante los requisitos de acceso para los OGM. Documento de Trabajo N° 156, Universidad de Belgrano.


Diferenciación y costos de separación de granos: los OGM en el complejo maicero argentino.Fernández, Leonardo; Galperín, Carlos; Dávila, Mabel y Perez, Guillermo (2006).

Diferenciación y costos de separación de granos: los OGM en el complejo maicero argentino. Documento de Trabajo N° 155, Universidad de Belgrano.


Pollen-mediated gene flow in maize in real situations of coexistence. Joaquima Messeguer; Gisela Peñas; Jordi Ballester; Marta Bas; Joan Serra; Jordi Salvia; Montserrat Palaudelmàs; Enric Melé

Consorci Laboratori CSIC-IRTA de Genètica Molecular Vegetal, Departament de Genètica Vegetal, Centre de Cabrils, Carretera de Cabrils s/n, Cabrils 08348 (Barcelona), Spain; Applus + Agroalimentario Análisis Genéticos, Ctra. d’Accés a la Facultat de Medicina s/n, Campus UAB, Bellaterra 08193 (Barcelona), Spain; IRTA-Estació Experimental Agrícola Mas Badia, Mas Badia la Tallada d’Empordà, 17134 (Girona), Spain.

Plant Biotech Journal – 2006 nº4


Results of a 90-day safety assurance study with rats fed grain from corn rootworm-protected corn. Hammond, B.; Lemen J.; Dudek, R.; Ward D.; Jiang, C.; Nemeth, M.; Burns, J. Food and Chemical Toxicology, In Press, (2005).

O milho transgênico MON863 possui um gene da bactéria Bacillus thuringiensis que codifica para a proteína Cry3Bb1, tóxica para a praga do milho Diabrotica sp. Neste trabalho, grãos desse milho GM e convencionais não transgênicos foram separadamente introduzidos na dieta de ratos. Foram utilizados 400 ratos divididos em 10 grupos de 20 ratos/sexo/grupo e avaliada a saúde, o ganho de peso, o consumo alimentar, parâmetros de patologia clínica (hematologia, química do sangue, análise de urina), o peso dos órgãos e a análise microscópica dos tecidos. De acordo com o estudo o milho transgênico avaliado mostrou-se equivalente, tão seguro e nutritivo, quanto o convencional.

Resumo: Victor Augustus Marin - Biólogo, Dr. em Biotecnologia Vegetal e pesquisador visitante do Setor de Biologia Molecular do INCQS/Fiocruz


Lower fumonisin mycotoxin levels in the grain of Bt corn grown in the United States in 2000-2002. B.G. Hammond, K.W. Campbell, C.D. Pilcher, T.A. Degooyer, A.E. Robinson, B.L. Mcmillen, S.M. Spangler,? S.G. Riordan, L.G. Rice & J.L. Richard. J. Agric. Food Chem. 52: 1390 1397, 2004.

Fumonisinas foram monitoradas em grãos de milho coletados de híbridos Bt em 107 locais dos Estados Unidos entre 2000 e 2002. Os níveis de fumonisinas foram freqüentemente menores em grãos de híbridos Bt nos ensaios de campo em condições naturais, ou em condições em que as plantas foram manualmente infestadas. Em três anos de avaliações em condições naturais, em 126 casos de um total de 210 comparações, os níveis de fumonisinas nos grãos dos híbridos controle estavam maiores que 2 ppm, excedendo as recomendações do FDA para consumo humano. Grãos de híbridos Bt tinham menos de 2 ppm para 58 das 126 comparações. O uso de híbridos Bt pode aumentar a porcentagem de grãos adequados para uso na alimentação humana e em rações.


Modeling effects of environment, insect damage, and Bt genotypes on fumonisin accumulation in maize in Argentina and the Philippines. R. de la Campa, D.C. Hooker, J.D. Miller, A.W. Schaafsma & B.G. Hammond. Mycopathologia 159: 539-552, 2005.

Os impactos de fatores bióticos e abióticos e de híbridos que contêm a proteína Cry1Ab foram associados com a ocorrência de fumonisinas em grãos de milho, comparando-se ambientes na Argentina e nas Filipinas entre 2000 e 2002. As médias das concentrações de fumonisinas em amostras de grãos variaram de 0,5 a 12 µg g-1 entre lavouras na Argentina e de 0,3 a 1,8 µg g-1 nas Filipinas. A maior parte da variabilidade total de fumonisinas entre amostras de grãos de milho foi explicada por localização ou clima (47%), seguida por severidade de danos causados por insetos em espigas maduras (17%), híbridos (14%) e uso de híbridos Bt (11%). Na Argentina, onde as condições foram mais favoráveis para acumulação de fumonisinas nos anos considerados, as concentrações destas substâncias nos híbridos Bt foram, em média, 40% menores que nos híbridos convencionais correspondentes.


Broiler study nutritional evaluation of b.t.cry1f maize corn from Bacillus thuringiensis subsp. aizawai and phosphinothricin-n-acetyltransferase. McNaughton, J. L.; Zeph, L. Poultry Science, 83 (Suppl. 1), pp. 399-400, 2004. Abstract 684.

Neste estudo foi avaliado o efeito da utilização do milho transgênico que expressa a proteína Cry1F, oriunda da bactéria Bacillus thuringiensis subsp. Aizawai, que confere resistência a insetos e milho GM que codifica a proteína PAT, para tolerância ao herbicida glufosinato de amônio, em comparação com híbridos de milho convencionais comerciais na dieta de frangos. De acordo com o estudo, os pesos médios do corpo e a conversão alimentar foram estatisticamente similares entre os grupos avaliados. Assim, na alimentação de frangos os grãos de milho contendo a proteína Cry1F, como também a proteína PAT são considerados nutricionalmente equivalentes aos grãos de milho híbridos não transgênicos.

Resumo: Victor Augustus Marin - Biólogo, Dr. em Biotecnologia Vegetal e pesquisador visitante do Setor de Biologia Molecular do INCQS/Fiocruz


GMO (Bt) corn is similar in composition and nutrient availability to broilers as non-GMO corn. Mireles Jr., A.; Kim, S.; Thompson, R.; Amundsen, B. Poultry Science, 79 (Suppl. 1), pp. 65-66, 2000. Abstract 285.

Dois estudos foram conduzidos para comparar a composição e biodisponibilidade dos nutrientes de milho geneticamente modificado e milho não transgênico. No caso da energia para a metabolização dos nutrientes foram obtidos valores de 3,516 Kcals/Kg para o milho transgênico e 3,505 Kcals/Kg para o convencional e as digestibilidades médias dos aminoácidos foram 89,5% (milho GM) e 90,7% (não transgênico), sem diferenças significativas. Em um segundo estudo foram utilizados frangos alimentados com os dois tipos de milho, sendo que o ganho de peso foi similar entre os grupos. Os resultados sugerem que o valor nutricional do milho transgênico é similar ao milho não transgênico.

Resumo: Victor Augustus Marin - Biólogo, Dr. em Biotecnologia Vegetal e pesquisador visitante do Setor de Biologia Molecular do INCQS/Fiocruz


Degradation of Cry1Ab Protein from Genetically Modified Maize in the Bovine Gastrointestinal Tract. Lutz, B.; Wiedemann, S.; Einspanier, R.; Mayer, J.; Albrecht, C. Journal of Agricultural and Food Chemistry, vol., 53, pp. 1453-?1456, 2005.

O milho Bt é geneticamente modificado para expressar proteínas inseticidas, chamadas de proteínas Cry (por exemplo, Cry1Ab) de Bacillus thuringiensis. Este estudo teve como objetivo avaliar a presença da proteína Cry1Ab no trato gastrintestinal e nas fezes de bovinos. A proteína Cry1Ab não foi detectada em nenhuma amostra, concluindo-se que é degradada durante a digestão em gado.

Resumo: Victor Augustus Marin - Biólogo, Dr. em Biotecnologia Vegetal e pesquisador visitante do Setor de Biologia Molecular do INCQS/Fiocruz


Atividade biológica das toxinas Cry 1A(b) e Cry 1F para Spodoptera frugiperda (Smith) (Lepidoptera: Noctuidae). Waquil, J.M., F.M.F. Vilella, B.D. Siegfried & J.E. Foster. In: 19º Congresso Brasileiro de Entomologia, Manaus (AM), Brasil, Pág. 301. 2002.

A atividade biológica de toxinas da bactéria Bacillus thuringiensis foi avaliada sobre a lagarta-do-cartucho do milho, Spodoptera frugiperda. Dez dias após a infecção de lagartas recém-eclodidas através do tratamento superficial da dieta artificial com as toxinas, foram obtidas CL50 de 689,81 g/cm2 e 36,46 g/cm2 para as toxinas Cry 1A(b) e Cry 1F, respectivamente. Resultados complementares sugerem que a atividade biológica das toxinas deve-se também à inibição da alimentação.

Resumo: Marcos Rodrigues de Faria - Engenheiro agrônomo, mestre em Entomologia e pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia


Dinâmica populacional de lepidópteros pragas (Spodoptera frugiperda J.E. Smith, 1797 e Helicoverpa zea Bod, 1850) e inimigos naturais predadores no milho MON810. Fernandes, O.D., D. Camposilvan, M.C. Montezuma, R. Pícoli & E. Corbo. In: 19º Congresso Brasileiro de Entomologia, Manaus (AM), Brasil, Pág. 307. 2002.

Foram realizados ensaios de campo em Capinópolis (MG), Barretos (SP) e Santa Cruz das Palmeiras (SP), com quatro tratamentos: milho transgênico MON810 e milho convencional, com e sem aplicação de inseticida químico para o controle da lagarta-do-cartucho. A aplicação de inseticida foi determinada em função da percentagem de plantas atacadas. A presença dos lepidópteros-praga foi significativamente inferior no milho MON810, no qual a praga não causou danos severos. A aplicação de inseticida foi necessária apenas no tratamento com o milho convencional. Em comparação com o milho convencional, o milho MON810 não interferiu na dinâmica populacional dos predadores, incluindo o da tesourina Doru luteipes.

Resumo: Marcos Rodrigues de Faria - Engenheiro agrônomo, mestre em Entomologia e pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia


Avaliação da eficiência do milho MON810 no controle da lagarta do cartucho Spodoptera frugiperda, da lagarta da espiga Helicoverpa zea e da broca do colmo Diatraea saccharalis. Fernandes, O.D., I. Kawaguchi, D. Camposilvan, M.C. Montezuma & F.S. Ferreira. In: 19º Congresso Brasileiro de Entomologia, Manaus (AM), Brasil, Pág. 307. 2002.

Em ensaios de campo conduzidos em Capinópolis (MG), Rondonópolis (MT), Não-me-Toque (RS) e Santa Cruz das Palmeiras (SP), avaliou-se a eficiência do milho transgênico MON810 no controle das pragas Spodoptera frugiperda, Helicoverpa zea e Diatraea saccharalis. Todos os híbridos com o evento MON810 controlaram satisfatoriamente as espécies avaliadas, não havendo a necessidade de emprego de inseticidas químicos.

Resumo: Marcos Rodrigues de Faria - Engenheiro agrônomo, mestre em Entomologia e pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia


Estudo da eficiência do milho MON810 no controle da lagarta do cartucho Spodoptera frugiperda, em diferentes estágios fenológicos da cultura e infestações da praga. Fernandes, O.D., M.C. Montezuma & R. Pícoli. In: 19º Congresso Brasileiro de Entomologia, Manaus (AM), Brasil, Pág. 307. 2002.

Em ensaios conduzidos em Santa Cruz das Palmeiras (SP) em área telada, buscou-se avaliar a eficiência do milho transgênico MON810, em diferentes estágios fenológicos da cultura e com diferentes níveis de infestação, no controle da lagarta-do-cartucho. Foram avaliadas plantas de milho transgênicas e convencionais com 2-4 ou 6-8 folhas e níveis de infestação que variaram de 0 a 15 lagartas por planta. O milho transgênico controlou eficientemente as lagartas de S. frugiperda em todos os tratamentos.

Resumo: Marcos Rodrigues de Faria - Engenheiro agrônomo, mestre em Entomologia e pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia


Eficiência do milho MON810 no controle da lagarta-da-espiga do milho Helioverpa zea (Lepidoptera: Noctuidae). Marochi, A.I. & B. Santos. In: 19º Congresso Brasileiro de Entomologia, Manaus (AM), Brasil, Pág. 310. 2002.

Avaliou-se a eficiência de híbridos transgênicos de milho (evento MON810) no controle da lagarta-da-espiga, em ensaio de campo conduzido em Ponta Grossa (PR). Os híbridos transgênicos e convencionais não diferiram quanto ao número de ovos no estilo-estigma e ao número de lagartas neonatas. Entretanto, os valores referentes ao número de lagartas pequenas (< 1,5 cm), lagartas grandes, comprimento do dano na ponta da espiga e porcentagem de grãos ardidos na colheita foram consideravelmente menores nos híbridos transgênicos.

Resumo: Marcos Rodrigues de Faria - Engenheiro agrônomo, mestre em Entomologia e pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia


Eficiência do milho geneticamente modificado MON810 no controle da lagarta-do-cartucho Spodoptera frugiperda (Lepidoptera: Noctuidae). B. Santos & A.I Marochi. In: 19º Congresso Brasileiro de Entomologia, Manaus (AM), Brasil, Pág. 313. 2002.

Avaliou-se a eficiência do milho transgênico MON810 no controle da lagarta-do-cartucho, em ensaio de campo conduzido em Rolândia (PR). O experimento contou com quatro tratamentos: milho transgênico MON810 e milho convencional, com e sem aplicação de inseticida químico, realizada quando 20% das plantas apresentavam folhas do cartucho raspadas. O milho transgênico foi eficiente no controle da lagarta-do-cartucho.

Resumo: Marcos Rodrigues de Faria - Engenheiro agrônomo, mestre em Entomologia e pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia


Eficiência do milho MON810 no controle de Spodoptera frugiperda (Lepidoptera: Noctuidae). B. Santos & A.I Marochi. In: 19º Congresso Brasileiro de Entomologia, Manaus (AM), Brasil, Pág. 313. 2002.

Avaliou-se a eficiência do milho transgênico MON810 no controle da lagarta-do-cartucho, em ensaio de campo conduzido em Ponta Grossa (PR). O experimento contou com quatro tratamentos: milho transgênico MON810 e milho convencional, com e sem aplicação de inseticida químico, realizada quando 20% das plantas apresentavam folhas do cartucho raspadas. O milho transgênico foi eficiente no controle da lagarta-do-cartucho, apresentando menor infestação que os tratamentos com o milho convencional.

Resumo: Marcos Rodrigues de Faria - Engenheiro agrônomo, mestre em Entomologia e pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia


Effect of feeding glyphosate-tolerant (Roundup-Ready events GA21 or nk603) corn compared with reference hybrids on feedlot steer performance and carcass characteristics. Erickson, G. E.; Robbins, N. D.; Simon, J. J.; Berger, L. L.; Klopfenstein, T. J.; Stanisiewski, E. P.; Hartnell, G. F. J. Anim. Sci. vol. 81, pp. 2600-2608, 2003.

O objetivo deste trabalho foi comparar a performance de crescimento e as características da carcaça de novilhos alimentados com milho transgênico tolerante ao herbicida glifosato e com milho não transgênico. Os resultados obtidos estão de acordo com trabalhos anteriores nos quais se utilizaram porcos, aves, gado e vacas em lactação para a comparação, ou seja, não houve diferenças entre animais que receberam milho transgênico na ração com relação aos que foram alimentados com milho convencional. O milho Roundup Ready oferecido como ração ao gado não tem nenhum efeito na performance no crescimento e é visto como equivalente ao milho convencional não transgênico.

Resumo: Victor Augustus Marin - Biólogo, Dr. em Biotecnologia Vegetal e pesquisador visitante do Setor de Biologia Molecular do INCQS/Fiocruz


Influence of transgenic corn (CBH 351, named Starlink) on health condition of dairy cows and transfer of Cry9C protein and cry9C gene to milk, blood, liver and muscle. YONEMOCHI, C.; IKEDA, T.; HARADA, C.; KUSAMA, T.; HANAZUMI, M. Animal Science Journal, vol. 74, pp. 81-88, 2003.

O milho CBH351, nome comercial Starlink (SL), é um milho transgênico resistente a insetos. Ele possui o gene que codifica para a proteína Cry9C oriunda da bactéria Bacillus thuringiensis ssp. tolworthi. Em virtude da proteína Cry9C não ser completamente digerida in vitro, foi aprovada somente para uso em rações animais no Japão. O objetivo deste trabalho foi estudar os efeitos do SL na performance e função fisiológica de vacas em lactação e a possibilidade de transferência do gene cry9C e da proteína Cry9C para o leite, sangue, fígado e músculos das vacas alimentadas com 35% de SL por 5 semanas. Depois da alimentação com SL não houve nenhuma influência significativa nas condições fisiológicas, produção do leite ou nos valores da bioquímica do soro ou hematológicos, no valor do pH, nas características do fluido ruminal ou na concentração de ácidos graxos voláteis. Nenhuma diferença significativa foi observada na examinação histopatológica dos principais órgãos e tecidos entre os grupos SL e não-SL. Além disso, o gene cry9C e a proteína Cry9C não foram detectadas pôr métodos moleculares no leite, sangue, fígado e músculos ao final do experimento.

Resumo: Victor Augustus Marin - Biólogo, Dr. em Biotecnologia Vegetal e pesquisador visitante do Setor de Biologia Molecular do INCQS/Fiocruz


Southwestern corn borer damage and aflatoxin accumulation in conventional and transgenic corn hybrids. Williams, W.P.; Windham, G.L.; Buckley, P.M.; Perkins, J.M. Field Crops Research, vol. 91, pp 329-336, 2005.

A broca do milho Diatraea grandiosella Dyar é uma das maiores pragas no sul dos Estados Unidos e México. Associado aos seus danos no milho está a infecção e o aumento do crescimento do fungo Aspergillus flavus e a subsequente acumulação de aflatoxina. A aflatoxina é uma das principais causas de carcinoma hepatocelular, o quinto tipo de câncer mais comum no mundo e a presença desta toxina reduz drasticamente o valor e a comercialização do milho. Este trabalho investigou a efetividade do milho transgênico expressando a proteína CryIAb, isolada da bactéria Bacillus thuringiensis (Bt), para reduzir a broca e a acumulação de aflatoxina. Foram comparados os danos nas espigas e a acumulação de aflatoxina entre 10 pares de milhos convencionais (não Bt) e milhos transgênicos (Bt), depois da infestação com a broca e inoculação com A. flavus, usando técnicas de ferimento e não ferimento nas sementes. Quando inoculados com a técnica de não ferimento e infestado com a broca, a acumulação de aflatoxina foi significativamente maior com híbridos não Bt. Além disso, a sobrevivência das larvas foi extremamente baixa nos híbridos Bt. Os resultados desta investigação indicam que os híbridos Bt deverão são efetivos na redução da contaminação de aflatoxina em áreas onde ocorre infestação pela broca Diatraea grandiosella Dyar.

Resumo: Victor Augustus Marin - Biólogo, Dr. em Biotecnologia Vegetal e pesquisador visitante do Setor de Biologia Molecular do INCQS/Fiocruz


Transformação de milho com o gene Cry1c de Bacillus thuringiensis visando o controle da lagarta do cartucho, Spodoptera frugiperda. Valicente, F. H., N.P. Carneiro, H.T. Utida, E. Paiva & A.A. Carneiro. In: XX Congresso Brasileiro de Entomologia, Gramado (RS), Brasil, pág. 132. 2004.

Bacillus thuringiensis (Bt) é uma bactéria com ação inseticida sobre lagartas, sendo o cristal protéico responsável por esta ação codificado por genes cry. Através de PCR, confirmou-se que a cepa de Bt denominada 1644 produz proteína tóxica à lagarta do cartucho. Calos embriogênicos de milho receberam, via biobalística, o gene responsável pela síntese da proteína inseticida. Folhas das plantas transformadas foram submetidas a bioensaios com S. frugiperda, e o evento LA 12 inibiu em 100% o crescimento das lagartas.

Resumo: Marcos Rodrigues de Faria - Engenheiro agrônomo, mestre em Entomologia e pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia


Insetos de solo não alvos não impactados pelo milho transgênico protegido contra a broca da raiz. Clark II, P.L., G.P. Head, E.A. Heinrichs & J.E. Foster. In: 19º Congresso Brasileiro de Entomologia, Manaus (AM), Brasil, Pág. 160. 2002.

O presente trabalho foi realizado em Nebraska (EUA) em 2000 e 2001, e teve como objetivo avaliar o efeito do milho transgênico para o controle da larva alfinete (Diabrotica) sobre organismos benéficos ou não-alvo, com foco em Collembola e coleópteros da família Carabidae. O milho transgênico MON 863 e o isogênico não-transgênico, com e sem aplicação de inseticidas, foram avaliados. Não foram observados efeitos negativos do milho transgênico sobre a população de insetos.

Resumo: Marcos Rodrigues de Faria - Engenheiro agrônomo, mestre em Entomologia e pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia


Effects of Feeding Silage and Grain from Glyphosate-Tolerant or Insect-Protected Corn Hybrids on Feed Intake, Ruminal Digestion, and Milk Production in Dairy Cattle. Donkin, S.S.; Velez, J.C.; Totten, A.K.; Stanisiewski, E.P.; Hartnell, G.F. J. Dairy Sci. vol. 86, pp. 1780-1788, 2003.

Vacas em lactação foram utilizadas neste trabalho para avaliar o milho tolerante ao glifosato (GA21) e milho com resistência a insetos (MON810) na alimentação, produção e composição do leite e na digestibilidade ruminal. Os milhos GA21 e MON810 foram substancialmente equivalentes quando comparados com os seus análogos convencionais não transgênicos. O valor alimentar dos milhos transgênicos, para a produção do leite, não foram diferentes dos convencionais. Também não há diferença na degradabilidade ruminal para GA21 ou MON810, em comparação com convencionais.

Resumo: Victor Augustus Marin - Biólogo, Dr. em Biotecnologia Vegetal e pesquisador visitante do Setor de Biologia Molecular do INCQS/Fiocruz


Agronomic and consumer considerations for Bt and conventional sweet-corn. D. Powell; K. Blaine & S. Morris. British Food Journal 105(10): 700-713, 2003.

Neste ensaio, milho doce e batata GM (Bt) foram cultivados lado a lado com variedades convencionais na safra de 2000, em Ontário (Canadá). Não houve necessidade de uso de inseticidas no milho doce Bt. Do ponto de vista econômico, apenas o primeiro cultivo apresentou pressão da praga suficientemente elevada para garantir o retorno na aquisição das sementes mais caras da variedade transgênica. O milho doce colhido no ensaio foi segregado e rotulado e foi conduzida uma avaliação direta sobre a preferência de compra dos consumidores. No geral, as vendas do milho doce foram maiores que a do milho convencional. Após a escolha dos consumidores foram conduzidas entrevistas que mostraram que a maioria deles estava mais preocupada com o uso de pesticidas do que com a engenharia genética.

Resumo: Marcos Rodrigues de Faria - Engenheiro agrônomo, mestre em Entomologia e pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia


Performance of Lactating Dairy Cows Fed Corn as Whole Plant Silage and Grain Produced from a Glyphosate-Tolerant Hybrid (event NK603). Ipharraguerre, I.R.; Younker, R.S.; Clark, J.H.; Stanisiewski, E.P.; Hartnell, G.F. J. Dairy Sci. vol. 86, pp. 1734-1741, 2003.

Neste trabalho vacas em lactação foram alimentadas com o milho transgênico tolerante ao herbicida glifosato (evento NK603) e milhos convencionais (não transgênicos - controle). Além da avaliação nutricional destes milhos, os objetivos deste estudo foram comparar os efeitos na produção e composição do leite. Os dados obtidos neste trabalho indicam que a composição química do milho transgênico é substancialmente equivalente a dos convencionais, usados no controle. Além disso, os autores verificaram que a resposta obtida das vacas alimentadas com o milho transgênico não é diferente daquelas alimentadas com os convencionais. Portanto, a inserção estável do gene que confere tolerância ao glifosato no milho NK603 não afeta seu valor nutricional para vacas em lactação.

Resumo: Victor Augustus Marin - Biólogo, Dr. em Biotecnologia Vegetal e pesquisador visitante do Setor de Biologia Molecular do INCQS/Fiocruz


Lower fumonisin mycotoxin levels in the grain of Bt corn grown in the United States in 2000-2002. B. G. Hammond; K. W. Campbell; C. D. Pilcher; T. A. Degooyer; A.E.. Robinson; B.L. McMillen; S. M. Spangler; S. G. Riordan; L. G. Rice & J. L. Richard. Journal of Agriculture and Food Chemistry 52: 1390-1397, 2004.

Os níveis de fumonisinas foram monitorados em grãos de milho coletados de híbridos Bt em 107 localidades dos Estados Unidos em 200-2002. Os níveis de fumonisinas freqüentemente encontrados foram menores em grãos de híbridos Bt do que nos híbridos convencionais. O emprego de híbridos Bt poderia aumentar o percentual de grãos de milho aptos para consumo humano e rações.

Resumo: Marcos Rodrigues de Faria - Engenheiro agrônomo, mestre em Entomologia e pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia


Eficiência do evento de transformação genética de milho ICP4 no controle de lepidópteros praga e efeito sobre inimigos naturais. O.D. Fernandes; S. Martinelli; M. Faria; V.F. Carvalho & G.L. Moro. 2002. In: Congresso Brasileiro de Entomologia, 19, Manaus (AM), Brasil. Pág. 105-106.

Em experimento de campo realizado em Borborema (SP), avaliou-se o efeito do híbrido de milho transgênico ICP4 e o seu isogênico não-transgênico sobre lepidópteros-praga e inimigos naturais. As avaliações foram realizadas semanalmente, entre a 4ª e 16ª semanas após o plantio. O milho transgênico foi altamente eficiente no controle da lagarta do cartucho-do-milho e da lagarta-da-espiga. As populações de inimigos naturais avaliados não foram afetadas pelo milho transgênico.

Resumo: Marcos Rodrigues de Faria - Engenheiro agrônomo, mestre em Entomologia e pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia


Avaliação do efeito dos híbridos transgênicos Bt-11 sobre pragas e inimigos naturais do milho, em Uberlândia - MG. M. Faria; F. Schmidt; V.F. Carvalho; L. Saldanha & G.L. Moro. 2002. In: Congresso Brasileiro de Entomologia, 19, Manaus (AM), Brasil. Pág. 162. Resumos.

Em experimento de campo realizado em Uberlândia (MG) durante a safrinha, avaliou-se o efeito de híbridos de milho transgênico Bt11 e seus isogênicos não-transgênicos sobre lepidópteros-praga e inimigos naturais. As avaliações foram realizadas semanalmente, entre a 2ª e 16ª semanas após o plantio. As injúrias causadas pela lagarta Spodoptera frugiperda nos híbridos convencionais durante a fase vegetativa foram menores que nos híbridos convencionais pulverizados com o inseticida Lufenuron. Durante a fase reprodutiva, os híbridos transgênicos foram menos atacados pela lagarta Helicoverpa zea que os híbridos não-transgênicos, o mesmo não ocorrendo com S. frugiperda. As populações de inimigos naturais avaliados não foram afetadas pelo milho transgênico.

Resumo: Marcos Rodrigues de Faria - Engenheiro agrônomo, mestre em Entomologia e pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia


Eficiência do evento de transformação genética de milho Bt11 da Syngenta Seeds no controle de lepidópteros-praga e efeito sobre inimigos naturais, em Borborema, SP. O.A. Fernandes, S. Martinelli , M. Faria ; V. F. Carvalho, J. A. Machado & G. L. Moro. 2001. In: II Congresso Brasileiro de Biossegurança e II Simpósio Latino Americano de Produtos Transgênicos, Salvador (BA), Brasil, Pág. 207-208.

Nesse trabalho foi avaliado o efeito do híbrido transgênico Bt11 (Cry 1ab) sobre pragas e insetos não alvo, comparando-se os resultados com o milho não modificado geneticamente. O Bt 11 mostrou-se eficiente no controle da lagarta do cartucho (Spodoptera frugiperda), assim como para a lagarta da espiga Helicoverpa zea. Não houve diferenças de efeitos do milho transgênico e do milho não transgênico sobre insetos benéficos, tais como inimigos naturais, bem como o parasitismo de ovos de H. zea foi semelhante, tanto no Bt 11 quanto no milho não modificado geneticamente.

Resumo: Marcos Rodrigues de Faria - Engenheiro agrônomo, mestre em Entomologia e pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia


Avaliação do efeito do híbrido de milho transgênico ICP4 da Syngenta Seeds sobre insetos-praga e inimigos naturais, em Uberlândia - MG. M. Faria, F. G. V. Schmidt, O. A. Fernandes , V. F. Carvalho, J. A. Machado, G. L. Moro, L. M. Bernardes Silva & A. L. Buiatti. 2001. In: II Congresso Brasileiro de Biossegurança e II Simpósio Latino Americano de Produtos Transgênicos, Salvador (BA), Brasil, Pág. 211.

Nesse trabalho foi avaliada a eficiência de controle do milho transgênico ICP4 (VIP 3) sobre a lagarta do cartucho Spodoptera frugiperda em comparação com o milho não transgênico, bem como o efeito de ambos sobre insetos não alvo de controle da proteína inseticida VIP 3. Foram feitas avaliações semanais, iniciadas 30 dias após o plantio e finalizadas 120 dias após o mesmo. Os resultados mostraram que as lagartas de S. fugiperda recém eclodidas raspam o milho, mesmo o transgênico, mas que neste caso não evoluem para injúrias severas, o que ocorreu com o milho não transgênico. A lagarta conhecida como curuquerê-dos-capinzais (Mocis latipes) foi controlada de maneira moderada pelo ICP4. A broca-do-colmo (Diatraea saccharalis), ao contrário do milho não transgênico, teve infestação insignificante no milho transgênico. Praticamente não houve danos em espigas no milho ICP4, o que contrastou com o milho convencional. Não foram observados efeitos do milho transgênico sobre insetos não alvos, idem para o principal inimigo natural da lagarta do cartucho (Doru luteipes), conhecida como tesourinha. Não houve efeitos deletérios do ICP4 sobre predadores, parasitóides de ovos, fungos patogênicos a insetos e insetos de solo.

Resumo: Marcos Rodrigues de Faria - Engenheiro agrônomo, mestre em Entomologia e pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia


Avaliação do efeito do híbrido de milho transgênico Bt11 da Syngenta Seeds associado ao tratamento químico de sementes sobre insetos-praga e inimigos naturais, em Uberlândia - MG. C.A.D. Teixeira, C. J. Fanton, V. F. Carvalho, J. A. Machado, G. L. Moro, L. M. Bernardes Silva & A. L. Buiatti. 2001. In: II Congresso Brasileiro de Biossegurança e II Simpósio Latino Americano de Produtos Transgênicos, Salvador (BA), Brasil, Pág. 209-210.

Neste trabalho foi avaliada a eficiência de controle do híbrido transgênico Bt11 (proteína Cry 1ab), associado ao tratamento químico de sementes, no controle de pragas, bem como seu efeito sobre insetos não alvo, em comparação ao híbrido não transgênico, durante 60 dias após o plantio.. No estudo evidenciou-se baixa pressão de pragas, portanto não houve danos econômicos, tanto no milho Bt quanto no não transgênico. Porém, 25 dias após o plantio, as plantas Bt apresentaram maior proteção contra a lagarta do cartucho (Spodoptera frugiperda) do que as não transgênicas. A partir dos 32 dias após o plantio apenas as plantas Bt apresentaram proteção contra a lagarta do cartucho. As plantas transgênicas conferiram proteção apenas contra a fase larval de S. frugiperda (lagartas), na influindo na colonização da área por adultos, possibilitando a atuação dos inimigos naturais, tanto das pragas quanto do insetos não alvo das plantas Bt. Outros insetos não objeto de controle das plantas transgênicas, tais como pulgões, cigarrinhas, vaquinhas e percevejos não foram afetados, sugerindo a especificidade do Bt11 para a lagarta do cartucho. Predadores e parasitóides não foram afetados pelas plantas transgênicas.

Resumo: Marcos Rodrigues de Faria - Engenheiro agrônomo, mestre em Entomologia e pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia


Avaliação da microbiota fúngica e produção de micotoxinas em grãos de híbrido de milho não modificado geneticamente e seu isogênico transgênico ICP4 da Syngenta Seeds. J. M. Santurio, V. F. Carvalho, J. A. Machado, G. L. Moro, L. M. Bernardes Silva, A. A. P. Boeck & M. V. Copetti. 2001. In: II Congresso Brasileiro de Biossegurança e II Simpósio Latino Americano de Produtos Transgênicos, Salvador (BA), Brasil, Pág. 206-207.

No trabalho foi verificada a contaminação fúngica dos grãos e a possível contaminação de híbrido transgênico Bt ICP4 (proteína VIP 3) com micotoxinas em comparação com seu isogênico não transgênico. Micotoxinas são substâncias tóxicas produzidas por fungos e causam doenças graves em eqüinos, suínos e câncer de esôfago em humanos. As análises foram feitas em três grupos de amostragem: 1: sorteados 10 segmentos com 10 plantas contínuas por parcela experimental e colhidas 10 espigas de 30 plantas em cada parcela (amostra padrão); 2: foram coletadas espigas que apresentavam furos causados por insetos; 3: foram coletadas espigas nas quais não havia furos causados por insetos. Nas amostras analisadas houve prodominância do fungo Fusarium, sendo que o híbrido não transgênico apresentou alta contaminação por fungos, quando comparado ao transgênico. Nas avaliações de espigas perfuradas por insetos, houve 2,18 vezes mais contaminação do que nas amostras-padrão (grupo 1). O milho transgênico apresentou 279% menos contaminação por fungos do que o não transgênico do grupo 1. Não houve produção de micotoxinas em nenhum dos grupos avaliados. Os resultados sugerem que os insetos são importantes na propagação de fungos nas espigas e que a proteção conferida pela proteína expressa no milho Bt é um importante fator para evitar tal propagação.

Resumo: Marcos Rodrigues de Faria - Engenheiro agrônomo, mestre em Entomologia e pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia


Avaliação da microbiota fúngica e produção de micotoxinas em grãos de híbrido de milho não modificado geneticamente e seu isogênico transgênico Bt11 da Syngenta Seeds. J. M. Santurio, V. F. Carvalho, J. A. Machado, G. L. Moro, L. M. Bernardes Silva, A.A. P. Boeck & M. V. Copetti. In: II Congresso Brasileiro de Biossegurança e II Simpósio Latino Americano de Produtos Transgênicos, Salvador (BA), Brasil, Pág. 205-206, 2001.

No trabalho foi verificada a contaminação fúngica dos grãos e a possível contaminação de híbrido transgênico Bt 11 (proteína Cry 1ab) com micotoxinas em comparação com seu isogênico não transgênico. Micotoxinas são substâncias tóxicas produzidas por fungos e causam doenças graves em eqüinos, suínos e câncer de esôfago em humanos. As análises foram feitas em três grupos de amostragem: 1: sorteados 10 segmentos com 10 plantas contínuas por parcela experimental e colhidas 10 espigas de 30 plantas em cada parcela (amostra padrão); 2: coletadas espigas que apresentavam furos causados por insetos; 3: coletadas espigas nas quais não havia furos causados por insetos. O híbrido não transgênico apresentou contaminação fúngica nos três grupos de amostras. O extrato derivado de espigas furadas por insetos apresentou 2,46 mais contaminação por fungos do que a amostra padrão. No híbrido transgênico, tanto a amostra padrão quanto as espigas sem furos causados por insetos apresentaram baixa contaminação por fungos. Comparando-se ao grupo 1, o milho Bt apresentou 109 vezes menos contaminação que o não transgênico. Os resultados sugerem que os insetos têm papel ativo na propagação de fungos nas espigas. Os fungos presentes no Bt 11 não produziram micotoxinas, enquanto a micotoxina fumonisina B1 foi detctada no híbrido não transgênico.

Resumo: Marcos Rodrigues de Faria - Engenheiro agrônomo, mestre em Entomologia e pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia


Cloning of potato SBgLR gene and its intron splicing in transgenic maize. Lang, Z.; Zhao, Q.; Yu, J.; Zhu, D.; Ao, G. Plant Science, vol. 166, pp. 1227-1233, 2004.

Neste trabalho um gene de batata foi introduzido em plantas de milho proporcionando um grande aumento no conteúdo de lisina e proteína nas sementes transgênicas de milho. Entre 10 plantas transgênicas, sete mostraram mais de 30% em aumento no conteúdo de proteína quando comparado com as plantas não transformadas. Segundo os autores, isto sugere que o gene inserido possivelmente contribui para o aumento na diferença no nível de lisina e conteúdo de proteína no milho transgênico. O melhoramento do conteúdo de lisina em milho é um dos mais importantes aspectos no melhoramento genético para esta cultura.

Resumo: Victor Augustus Marin - Biólogo, Dr. em Biotecnologia Vegetal e pesquisador visitante do Setor de Biologia Molecular do INCQS/Fiocruz


Expression of the Nicotiana protein kinase (NPK1) enhanced drought tolerance in transgenic maize. Shou, H.; Bordallo, P.; Wang, K. Journal of Experimental Botany, pp. 1-7, 2004.

A seca é um dos mais importantes estresses abióticos, pois inibe o crescimento da planta e a sua fotossíntese, causando cerca de 24 milhões de toneladas de perdas no milho anualmente. Para analisar a produção de cultivares com tolerância à seca, pesquisadores dos Estados Unidos inseriram em milho um gene de tabaco, denominado NPK1. Os resultados demonstraram que a expressão deste gene aumentou a tolerância à seca em milho. Sob condições de estresse hídrico, as plantas transgênicas mantiveram a fotossíntese significativamente maior quando comparadas com o controle não transgênico, sugerindo que o gene NPK1 induziu um mecanismo que protegeu o mecanismo da fotossíntese nas plantas GM contra os danos da desidratação. Além disso, as plantas transgênicas produziram grãos com pesos similares àqueles obtidos com as plantas transgênicas sob condições normais de água, enquanto que o peso dos grãos das plantas controle sob estresse foi significativamente reduzido quando comparado com os grãos não estressados pela falta de água. Neste estudo, as plantas transgênicas de milho mostraram um aumento na tolerância à seca, maior número de folhas e maior peso dos grãos quando comparadas com o controle.

Resumo: Victor Augustus Marin - Biólogo, Dr. em Biotecnologia Vegetal e pesquisador visitante do Setor de Biologia Molecular do INCQS/Fiocruz


Indirect reduction of ear molds and associated mycotoxins in Bacillus thuringiensis corn under controlled and open field conditions: utility and limitations. Dowd, P.F. Journal of Economic Entomology 93: 1669-1679, 2000.

Em 1995, espigas de milho Bt artificialmente infestadas por lagartas de Ostrinia nubilalis não foram atacadas pela praga, ao passo que 40-50% das espigas não-Bt foram danificadas. Após infestadas com O. nubilalis, linhagens de milho Bt foram inoculadas com os fungos Aspergillus flavus e Fusarium proliferatum, ou expostas à infestação natural de fungos, mas não foram detectados sinais visíveis destes, comparado com 30-40% de espigas com fungos nas espigas não-Bt. No ano seguinte, não se observou diferença significativa nos níveis de fumosina, com 2.8 ppm em espigas não-Bt e 0,8 ppm em espigas Bt. Em ensaios de campo realizados entre 1996 e 1998 em áreas de 0,4 hectare, os híbridos transgênicos apresentaram menos injúrias e sinais de fungos que os híbridos convencionais, e a quantidade de fumosina foi estatisticamente inferior em algumas ocasiões. A grande variabilidade na área experimental em termos de infestação de insetos e a presença de Helicoverpa zea nos híbridos Bt foram aparentemente responsáveis pela pequena diferença observada nos níveis de fumosina.

Resumo: Marcos Rodrigues de Faria - Engenheiro agrônomo, mestre em Entomologia e pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia


Safety and Advantages of Bacillus thuringiensis-Protected Plants to Control Insect Pests. Betz, F.S.; Hammond, B.G.; Fuchs, R.L. Regulatory Toxicology and Pharmacology, vol. 32, pp. 156-173, 2000.

Os cultivares de milho Bt possuem um nível reduzido da toxina fúngica fumonisina e vários testes estabelecem a segurança destes produtos aos humanos, aos animais e ao ambiente. Estudos de toxicologia são conduzidos há mais de 40 anos, estabelecendo a segurança de produtos Bt, incluindo sua proteína inseticida (denominada Cry). Com relação à digestão, os autores relatam que as proteínas Cry não são tóxicas aos humanos. Os alimentos derivados das plantas Bt têm sido aprovados pelas agências reguladoras e se mostrado substancialmente equivalentes aos alimentos derivados dos cultivares convencionais. Em virtude da proteína Cry estar contida no interior da planta, o potencial para exposição aos agricultores e organismos não alvo é extremamente baixo e são rapidamente degradadas quando a cultivar é incorporada ao solo. Portanto, a segurança ambiental e humana das cultivares Bt é suportada pela longa história de uso seguro dos pesticidas microbianos a base de Bt ao redor do mundo.

Resumo: Victor Augustus Marin - Biólogo, Dr. em Biotecnologia Vegetal e pesquisador visitante do Setor de Biologia Molecular do INCQS/Fiocruz


Influence of whorl region from resistant and susceptible corn genotypes on fall armyworm (Lepidoptera: Noctuidae) growth and development. Chang, Y.-M., D.S. Luthe, F.M. Davis & P. William. Journal of Economic Entomology 93(2): 477-483, 2000.

Com o emprego de folhas frescas do cartucho e dietas preparadas com tecidos da região do cartucho, avaliou-se o efeito de plantas de milho resistente e suscetível sobre o crescimento, desenvolvimento e fisiologia da lagarta-do-cartucho, Spodopetera frugiperda. Em todos os tratamentos com material resistente, as lagartas apresentaram tamanho menor e maior período de desenvolvimento. Parâmetros fisiológicos foram os mesmos com o emprego de dieta, mas alguns foram afetados com o emprego do cartucho fresco. Os resultados sugerem que componentes da região do cartucho das plantas resistentes inibem sua utilização como alimento pela lagarta-do-cartucho.

Resumo: Marcos Rodrigues de Faria - Engenheiro agrônomo, mestre em Entomologia e pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia


Efeito de híbridos de milho Bt expressando toxinas de Bacillus thuringiensis Berliner sobre insetos herbívoros e agentes de controle biológico em condições de campo. Martinelli, S. Ribeirão Preto:USP/FFCLRP. Dissertação de Mestrado. 139p., 2001.

O trabalho avaliou o efeito de dois híbridos de milho Bt, 7590-Bt11 e Avant-ICP4, e seus isogênicos não transgênicos sobre insetos herbívoros e inimigos naturais de pragas. O experimento foi realizado no município de Borborema, interior de São Paulo. Os resultados obtidos mostraram que os híbridos de milho foram eficientes na redução de injúrias causadas por S. frugiperda e H. zea. Não houve diferença significativa no número de adultos e ninfas de tesourinha (Doru luteipes), número de adultos de percevejos predadores (Orius sp. ), adultos de joaninhas (Cicloneda sanguinea), aranhas e nos artrópodos predadores que ocorrem no solo. Não houve distinção nas posturas realizadas pelas fêmeas adultas entre os híbridos de milho Bt e os não transgênicos. O parasitismo de ovos de H. zea foi semelhante entre os tratamentos. Ao longo de um ciclo de produção, os OGMs avaliados não causaram impacto sobre os inimigos naturais generalistas que ocorrem no milho.

Resumo: Marcos Rodrigues de Faria - Engenheiro agrônomo, mestre em Entomologia e pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia


Aflatoxin accumulation in conventional and transgenic corn hybrids infested with Southwestern corn borer (Lepidoptera: Crambidae). William, W.P., G.L. Windham, P.M. Buckley & C.A. Daves. Journal of Agricultural and Urban Entomology 19: 227-236, 2002.

Investigou-se a associação entre o ataque da broca Diatraea grandiosella e a contaminação dos grãos pela aflatoxina, produzida pelo fungo Aspergillus flavus. Comparados aos híbridos transgênicos, os híbridos convencionais infestados pela broca apresentaram folhas e colmos mais danificados, menor produtividade e maior contaminação dos grãos pela aflatoxina.

Resumo: Marcos Rodrigues de Faria - Engenheiro agrônomo, mestre em Entomologia e pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia


Efeito do milho geneticamente modificado (MON810) em Spodoptera frugiperda (J.E. Smith, 1797) e no parasitóide de ovos Trichogramma spp Fernandes, O.D. Piracicaba: ESALQ. Tese de Doutorado. 164p., 2003.

A biologia de Spodoptera. frugiperda no milho Bt MON810 e a interação entre o milho transgênico, a praga e parasitóides de ovos (Trichogramma spp.) foram investigados no Brasil. No milho Bt, a lagarta-do-cartucho apresentou menor consumo foliar e menor viabilidade que aquelas mantidas no milho convencional. Inúmeros parâmetros biológicos da fase adulta da praga foram equivalentes, embora no milho Bt a capacidade de reprodução foi menor e o ciclo biológico mais longo. Nos estudos da interação planta-praga-parasitóide, não houve prejuízo à capacidade de parasitismo no milho transgênico. Em campo, o parasitismo natural de ovos de S. frugiperda por Trichogramma spp. foi similar nas parcelas com milho convencional e Bt.

Resumo: Marcos Rodrigues de Faria - Engenheiro agrônomo, mestre em Entomologia e pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia


Efeito do milho geneticamente modificado MON810 sobre a comunidade de insetos. Frizzas, M.R. Piracicaba: ESALQ. Tese de Doutorado. 192p., 2003.

Estudou-se o efeito do milho transgênico MON810 sobre a fauna de insetos em dois locais: Barretos (SP) e Ponta Grossa (PR), no período de 1999 a 2001. Foram feitos levantamentos com diferentes armadilhas para insetos, além de contagens de indivíduos diretamente nas plantas de milho. Avaliou-se ainda a interação entre o milho Bt, sua praga principal (Spodoptera frugiperda) e a tesourinha Doru luteipes, predador de S. frugiperda. Não foram observadas diferenças entre os tratamentos nas avaliações de comunidades de insetos, e nem sobre a dinâmica populacional de aranhas, pragas não-alvo e insetos benéficos. A avaliação da interação entre o milho Bt, S. frugiperda e D. luteipes confirmou a eficiência do milho transgênico para o controle da praga e sua não interferência na dinâmica populacional do predador

Resumo: Marcos Rodrigues de Faria - Engenheiro agrônomo, mestre em Entomologia e pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia


Effects of transgenic Bt corn on growth and development of the stalk borer Papaipema nebris (Lepidoptera: Noctuidae). Binning, R.R. & M.E. Rice. Journal of Economic Entomology 95: 622-627, 2002.

O estudo avaliou a eficiência de dois diferentes eventos de transformação genética do milho, Bt 11 (Cry1Ab) e CBH351(Cry 9C), sobre diferentes estádios da broca Papaipema nebris, em três diferentes fases de crescimento vegetativo das plantas. Dados de 1999 e 2000 mostraram que o milho Bt teve algum efeito sobre a alimentação e o desenvolvimento da praga, com redução de injúrias, que não foram totalmente eliminadas. Larvas de P. nebris causaram mais injúrias em plantas convencionais do que nas plantas Bt. O crescimento das larvas foi mais lento e a mortalidade maior no milho transgênico. Os dados indicam que o cultivo do milho Bt, embora não elimine P. nebris, pode beneficiar os agricultores reduzindo as infestações da praga e subseqüentes injúrias.

Resumo: Marcos Rodrigues de Faria - Engenheiro agrônomo, mestre em Entomologia e pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia


Aflatoxin accumulation in conventional and transgenic corn hybrids infested with Southwestern corn borer (Lepidoptera: Crambidae). William, W.P., G.L. Windham, P.M. Buckley & C.A. Daves. Journal of Agricultural and Urban Entomology 19: 227-236, 2002.

Investigou-se a associação entre o ataque da broca Diatraea grandiosella e a contaminação dos grãos pela aflatoxina, produzida pelo fungo Aspergillus flavus. Comparados aos híbridos transgênicos, os híbridos convencionais infestados pela broca apresentaram folhas e colmos mais danificados, menor produtividade e maior contaminação dos grãos pela aflatoxina.

Resumo: Marcos Rodrigues de Faria - Engenheiro agrônomo, mestre em Entomologia e pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia


Tritrophic interactions of transgenic Bacillus thuringiensis corn, Anaphothrips obscurus (Thysanoptera: Thripidae), and the predator Orius majusculus (Heteroptera: Anthocoridae). Zwahlen, C., W. Nentwig, F. Bigler & A. Hilbeck. Environmental Entomology 29: 846-850, 2000.

Este estudo avaliou o desenvolvimento e mortalidade de ninfas do predador Orius majusculus alimentadas com o thrips Anaphothrips obscurus criado em milho Bt. O referido predador não é sensível à toxina Cry1Ab expressa no milho Bt empregado no estudo. Não foram observadas diferenças significativas na mortalidade e tempo total de desenvolvimento do predador alimentado com presas criadas em milho Bt ou em seu isogênico não-transgênico. A mortalidade foi baixa, confirmando que a metodologia empregada foi apropriada.

Resumo: Marcos Rodrigues de Faria - Engenheiro agrônomo, mestre em Entomologia e pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia


Indirect reduction of ear molds and associated mycotoxins in Bacillus thuringiensis corn under controlled and open field conditions: utility and limitations. Dowd, P.F. Journal of Economic Entomology 93: 1669–1679, 2000.

Em 1995, espigas de milho Bt artificialmente infestadas por lagartas de Ostrinia nubilalis não foram atacadas pela praga, ao passo que 40-50% das espigas não-Bt foram danificadas. Após infestadas com O. nubilalis, linhagens de milho Bt foram inoculadas com os fungos Aspergillus flavus e Fusarium proliferatum, ou expostas à infestação natural de fungos, mas não foram detectados sinais visíveis destes, comparado com 30-40% de espigas com fungos nas espigas não-Bt. No ano seguinte, não se observou diferença significativa nos níveis de fumosina, com 2.8 ppm em espigas não-Bt e 0,8 ppm em espigas Bt. Em ensaios de campo realizados entre 1996 e 1998 em áreas de 0,4 hectare, os híbridos transgênicos apresentaram menos injúrias e sinais de fungos que os híbridos convencionais, e a quantidade de fumosina foi estatisticamente inferior em algumas ocasiões. A grande variabilidade na área experimental em termos de infestação de insetos e a presença de Helicoverpa zea nos híbridos Bt foram aparentemente responsáveis pela pequena diferença observada nos níveis de fumosina.

Resumo: Marcos Rodrigues de Faria - Engenheiro agrônomo, mestre em Entomologia e pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia


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