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Resumos Científicos

Use of quantitative real-time and conventional PCR to assess the stability of the cp4 epsps transgene from Roundup Ready® canola in the intestinal, ruminal, and fecal contents of sheep. Alexander, T.W.; Sharma, R.; Deng, M.Y.; Whetsell, A.J.; Jennings, J.C.; Wang, Y.; Okine, E.; Damgaard, D.; McAllister, T.A. Journal of Biotechnology, vol. 112, pp. 255-266, 2004.

Os objetivos deste estudo foram: examinar a estabilidade de DNA de plantas de canola Roundup Ready (RR) tolerante ao herbicida glifosato no rumem, duodeno e fluidos fecais isolados de ovelhas e utilizar a PCR quantitativa para avaliar a estabilidade do transgene cp4 epsps durante a incubação com fluido duodenal (FD) de ovelhas. Este estudo mostra que a digestão de material de plantas e a liberação de DNA transgênico pode ocorrer no intestino de ovelha. Entretanto, o DNA livre é rapidamente degradado em pH neutro no FD, reduzindo então a probabilidade do DNA transgênico ficar disponível para absorção pelas células do íleo distal.

Resumo: Victor Augustus Marin - Biólogo, Dr. em Biotecnologia Vegetal e pesquisador visitante do Setor de Biologia Molecular do INCQS/Fiocruz


Safety assessment of recombinant green fluorescent protein orally administered to weaned rats. Richards, H.A.; Han, C.-T.; Hopkins, R.G.; Failla, M.L.; Ward, W.W.; Stewart, N. Jr. Journal of Nutrition, vol. 133, pp. 1909-1912, 2003.

A proteína verde fluorescente ou GFP ("Green Fluorescent Protein") tem sido uma valiosa ferramenta para a biotecnologia, em virtude da sua utilização como um marcador na expressão gênica in vivo. A GFP pode ser utilizada para o monitoramento de transgenes no ambiente e para a substituição dos antibióticos utilizados como marcadores de seleção nas plantas transgênicas. O objetivo deste trabalho foi estudar o potencial tóxico e a alergenicidade da GFP em uma canola transgênica. A proteína foi administrada oralmente em ratos por um período de 26 dias. Os animais alimentados com a GFP não apresentaram alterações com relação ao crescimento, peso do intestino ou outros órgãos e a atividades de enzimas hepáticas. A comparação dos aminoácidos da GFP com os aminoácidos de alérgenos já conhecidos nos alimentos revelaram ausência de regiões com capacidade alergênica. Além disso, a GFP é rapidamente degradada durante a digestão gástrica simulada e o consumo de plantas transgênicas GFP não resultaram em quantidades detectáveis de GFP no trato digestivo dos animais. Estes dados sugerem que a GFP possui um baixo risco de alergenicidade e com estes resultados preliminares foi demonstrado que a GFP não representa um risco a saúde.

Resumo: Victor Augustus Marin - Biólogo, Dr. em Biotecnologia Vegetal e pesquisador visitante do Setor de Biologia Molecular do INCQS/Fiocruz


Comparison of genetically modified and conventionally derived herbicide tolerance in oilseed rape: A case study. Senior, I.J.; Bavage, A.D. Euphytica, vol. 132, pp. 217-226, 2003.

A canola produz um óleo de boa qualidade, sendo utilizado em vários processos industriais e na alimentação. Tanto a engenharia genética (EG) como as técnicas convencionais têm sido empregadas para melhorar as características agronômicas da canola, incluindo o desenvolvimento de cultivares com tolerância a herbicidas (TH), mas com a EG a habilidade para clonar genes apropriados de uma variedade de fontes tem aumentado as oportunidades para desenvolver estratégias para a tolerância a herbicidas. O objetivo no trabalho de Senior & Bavage (2003) foi compilar as informações publicadas para comparar as cultivares convencionais e transgênicas de canola tolerantes a herbicidas. Os possíveis métodos para obtenção de cultivares de canola com TH são: espontâneo (atrazina), seleção de cultura de micrósporo (clorosulfuron), mutagênese da semente e cultura de micrósporo (clorosulfuron), mutagênense do micrósporo (imazetapir), fusão de protoplasto (triazina) e transgênico (bromoxinil, glifosato, glufosinato, oxinil e sulfoniluréia). De acordo com os autores todas as cultivares TH tem um impacto no agro-ambiente e o fluxo gênico dos cultivares TH a seus parentes selvagens ou outras plantas irão ocorrer na mesma frequência como para qualquer outro gene. Os autores não encontraram nenhuma evidência que a tecnologia usada na produção de cultivares TH tenha qualquer influência na sua performance, mas, de fato, cultivares TH transgênicos são mais simples para monitorar do que cultivares TH convencionais.

Resumo: Victor Augustus Marin - Biólogo, Doutor em Biotecnologia Vegetal e pesquisador visitante do Setor de Biologia Molecular do INCQS/Fiocruz


Impact of oilseed rape expressing the insecticidal cysteine protease inhibitor oryzacystatin on the beneficial predator Harmonia axyridis (multicoloured Asian ladybeetle). Ferry, N., R.J.M. Raemaekers, M.E.N. Majerus, L. Jouanin, G. Port, A. Gatehouse & A.M.R. Gatehouse. Molecular Ecology 12: 493-504, 2003.

Este estudo avaliou o efeito de plantas de canola transgênica expressando inibidor de protease sobre o predador Harmonia axyridis, usando a praga Plutella xylostella como espécie hospedeira. Não houve efeito do produto transgênico sobre a praga e não foram observados efeitos sobre os predadores que empregaram larvas da praga criadas nas plantas transgênicas como fonte alimentar.

Resumo: Marcos Rodrigues de Faria - Engenheiro agrônomo, mestre em Entomologia e pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia


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