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Genetically modified cotton and farmers´ health in china. F. Hossain, C.E. Pray, Y. Lu, J. Huang, C. Fan & R. Hu.Int. J. Occup. Environ. Health, 10: 296-303, 2004.
Esse estudo fornece a primeira evidência direta entre a adoção de cultivos GM e melhorias na saúde humana. Estimativas de impacto da adoção de algodão Bt no uso de defensivos de acordo com dados de pesquisas feitas com agricultores na China de 1999 a 2001, mostraram que o uso da tecnologia Bt no algodão reduziu o uso de inseticidas na cultura. Avaliações mostraram que o uso de defensivos teve impacto positivo na questão da incidência de envenenamentos. Avaliados conjuntamente, os resultados indicam que a adoção de algodão Bt pode reduzir substancialmente o risco e a ocorrência de envenenamentos.
Avaliação econômica do algodão Bollgard® no Brasil. Ferreira Filho, J.B.S. & A.H. Gameiro. In:19º Congresso Brasileiro de Entomologia, Manaus (AM), Brasil, Pág. 312-313. 2002.
A tecnologia Bollgard possibilita o controle de lagartas que atacam o algodoeiro, como Pectinophora gossypiella, Alabama argillacea e Heliothis virescens. O potencial econômico do algodão geneticamente modificado Bollgard foi analisado a partir de dados obtidos na safra 1999/2000 por instituições oficiais brasileiras. Simulações de diversos cenários mostram que reduções do custo da produção dependem, sobretudo, do espectro de pragas da região, sendo menores em regiões de ocorrência do bicudo do algodoeiro ou de Spodoptera. Os dados indicam que a tecnologia Bollgard pode trazer benefícios econômicos aos cotonicultores brasileiros, além de reduzir o emprego de inseticidas químicos.
Resumo: Marcos Rodrigues de Faria - Engenheiro agrônomo, mestre em Entomologia e pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
Evaluation of the natural refuge function for Helicoverpa armigera (Lepidoptera: Noctuidae) within Bacillus thuringiensis transgenic cotton growing areas in North China. Wu, K., Y. Guo & S. Gao. Journal of Economic Entomology 95: 832-837, 2002.
A densidade de populações de Helicoverpa armigera em algodão transgênico, milho, amendoim e soja, diferenças de desenvolvimento da praga em algodão Bt e não Bt e o potencial de acasalamento entre populações oriundas de algodão Bt e outros cultivos foram investigados em duas localidades da China. Embora o desenvolvimento da praga no algodão Bt foi muito mais lento do que no convencional, ainda houve elevada probabilidade de acasalamentos entre populações oriundas do algodão transgênico e de outras fontes, devido aos padrões irregulares de emergência de adultos e sobreposições entre a segunda e terceira gerações. Em região produtora de algodão e milho, o plantio antecipado ou tardio do milho forneceu refúgio adequado para a terceira e quarta gerações de H. armigera, mas não para a segunda. Em sistema agrícola que envolve o algodão e soja-amendoim, estes últimos forneceram refúgio natural da segunda à quarta gerações de H. armigera, mas isso depende da proporção do algodão Bt. Assim, é necessário compensar os padrões originais de mistura de cultivos em diferentes áreas, para retardar o desenvolvimento da resistência da praga ao algodão Bt.
Resumo: Marcos Rodrigues de Faria - Engenheiro agrônomo, mestre em Entomologia e pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
Field efficacy and seasonal expression profiles for terminal leaves of single and double Bacillus thuringiensis toxin cotton genotypes. Adamczyk Jr., J., L.C. Adams & D.D. Hardee. Journal of Economic Entomology 94(6): 1589-1593, 2001.
Avaliou-se em campo a eficiência de variedades de algodão Bt comercial (Bollgard) e de uma variedade experimental (Bollgard II) no controle de lepidópteros. Ainda, quantificou-se através de ELISA a expressão das proteínas na variedade Bollgard II e em uma variedade Bollgard. Populações de Spodoptera exigua e Pseudoplusia includens foram significativamente menores no Bollgard II que no Bollgard. Populações de Spodoptera frugiperda e Estigmene acrea foram menores no Bollgard II que no Bollgard, embora a diferença não tenha sido estatisticamente significativa. Ambas as plantas Bt foram superiores no controle de Heliothis virescens do que o algodão convencional. Possíveis razões para a maior eficácia de Bollgard II sobre o Bollgard são discutidas.
Resumo: Marcos Rodrigues de Faria - Engenheiro agrônomo, mestre em Entomologia e pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
Effects of Feeding Rations with Genetically Modified Whole Cottonseed to Lactating Holstein Cows. Castillo,A. R.; Gallardo, M.R.; Maciel, M.; Giordano, J. M.; Conti, G.A.; Gaggiotti, M. C.; Quaino, O.; Gianni, C.; Hartnell, G. F. Journal Dairy Science, vol. 87, pp. 1778-1785, 2004.
O algodão tem sido modificado geneticamente pela introdução em seu genoma do gene cry1Ac (algodão Bollgard) ou os genes cry1Ac e cry2Ab, simultaneamente, (algodão Bolgard II) o que o torna protegido contra determinados insetos. O algodão também tem sido modificado para tolerar o herbicida glifosato, tolerância conferida graças à inserção do gene cp4 EPSPS. O caroço do algodão é utilizado extensivamente em rações para o gado como uma fonte de energia, fibra e proteína. O objetivo deste trabalho foi avaliar a ingestão de matéria seca, produção e composição do leite e condição corporal (score) de vacas alimentadas com caroços de algodão transgênicos comparado com o caroço controle (não transgênico). Foram fornecidos 2,5 kg de caroços por vaca ou cerca de 10% do total da dieta. O DNA genômico foi extraído de amostras de leite e analisado. Nenhuma amostra foi positiva para fragmentos de DNA de plantas ou dos transgenes. A ingestão de matéria seca, produção e composição do leite, peso do corpo e condição corporal (score) não diferiram entre os tratamentos. Os caroços de algodão transgênico, conferindo proteção a insetos e/ou tolerância a herbicida, produziram performance similar em vacas em lactação quando comparado com o algodão controle. Portanto, o valor nutricional do algodão transgênico foi equivalente ao do transgênico.
Resumo: Victor Augustus Marin - Biólogo, Dr. em Biotecnologia Vegetal e pesquisador visitante do Setor de Biologia Molecular do INCQS/Fiocruz
Bollgard II Cotton: Compositional Analysis and Feeding Studies of Cottonseed from Insect-Protected Cotton ( Gossypium hirsutum L.) Producing the Cry1Ac and Cry2Ab2 Proteins. HAMILTON, K.A.; PYLA, P.D.; BREEZE, M.; OLSON, T.; LI, M.; ROBINSON, E.; GALLAGHER, S.P.; SORBET, R.; CHEN, Y. Journal of Agricultural and Food Chemistry, vol. 52, pp. 6969-6976, 2004.
O algodão transgênico Bollgard é protegido contra insetos lepidópteros, pois contém a proteína Cry1Ac que controla efetivamente estes insetos, reduzindo a necessidade de uso de inseticidas. O algodão transgênico Bollgard II, além de controlar os insetos mencionados anteriormente, também controla outros, pois foi inserido no genoma do Bollgard o gene que expressa a proteína Cry2Ab2. Neste trabalho o objetivo foi avaliar a equivalência nutricional e da composição do Bollgard II, comparado com variedades de algodão convencional, com relação ao uso na alimentação humana ou animal. Nas análises da composição foram avaliados os aminoácidos, fibra, ácidos graxos, carboidratos, gordura, óleo, aflatoxina, vitamina E, gossipol e minerais de um total de 14 experimentos de campo nos Estados Unidos por dois anos. Os resultados demonstraram que os algodões foram comparáveis em sua composição e os estudos nutricionais com vacas, peixes e codornas mostraram que o algodão Bollgard II possui similaridade com o algodão convencional. Estes dados demonstram que o Bollgard II é em sua composição e características nutricionais equivalente a variedades de algodões convencionais, sendo tão seguro e nutritivo quanto o estes para uso alimentar ou na composição na ração dos animais.
Resumo: Victor Augustus Marin - Biólogo, Dr. em Biotecnologia Vegetal e pesquisador visitante do Setor de Biologia Molecular do INCQS/Fiocruz
Genetically modified cotton and farmers' health in China. F. Hossain; C. Pray; Y. Lu; J. Huang; C. Fan & R. Hu. International Journal of Occupational and Environmental Health 10: 296-303, 2004.
O estudo mostra a primeira evidência direta da ligação entre a adoção de um cultivo GM e a melhoria da saúde humana. Estimativas de impacto da adoção de algodão Bt sobre o uso de pesticidas, de acordo com dados envolvendo cotonicultores do norte da China entre 1999-2001, mostraram que o cultivo do algodão GM reduziu o uso de inseticidas. Avaliações da função produção-saúde mostraram que o uso previsto de pesticidas teve impacto positivo na incidência de envenenamentos. Tomados conjuntamente, os resultados indicam que a adoção do algodão Bt pode reduzir de forma substancial o risco e a incidência de envenenamentos.
Resumo: Marcos Rodrigues de Faria - Engenheiro agrônomo, mestre em Entomologia e pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
Large-scale management of insect resistance to transgenic cotton in Arizona: can transgenic insecticidal crops be sustained? Y. Carrière; T. J. Dennehy; B. Pedersen; S. Haller; C. Ellers-Kirk; L. Antilla; Y.-B. LIU; E. Willott & B. Tabashnik. Journal of Economic Entomology 94(2): 315-325, 2001.
Descreve-se como tem sido, no Arizona (EUA, o programa para manejo de resistência da lagarta rosada Pectinophora gossypiella (Saunders) (Lepidoptera: Gelechiidae) e de outros insetos ao algodão Bt. O aporte financeiro dos produtores rurais é que torna o programa possível. Colaboração entre o Conselho de Proteção e Pesquisa em Algodão do Arizona, a Universidade do Arizona e agências governamentais possibilitou o desenvolvimento de recomendações, planos e ferramentas necessárias ao programa. A participação direta nas discussões acerca de políticas sobre manejo de resistência é um forte incentivo para que os cotonicultores invistam em pesquisas nesta área.
Resumo: Marcos Rodrigues de Faria - Engenheiro agrônomo, mestre em Entomologia e pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
Considerations about cotton gene escape in Brazil: a review. Aluízio Borém; Eleusio Curvêlo Freire; Julio Cesar Viglioni Penna e Paulo Augusto Vianna Barroso. Crop Breeding and Applied Biotechnology, v. 3, n. 4, p. 315-332, 2003.
Uma das novas tecnologias disponíveis para cotonicultores são as variedades geneticamente modificadas de algodão. Embora o algodão GM possa ser cultivado globalmente, 6 países apresentam um alto potencial de benefícios decorrentes de seu uso: China, Índia, EUA e Austrália, que já o utilizam e Brasil e Paquistão, que estão avaliando a tecnologia. A segurança de variedades GM's de algodão para o meio ambiente tem sido uma das principais preocupações para sua adoção no Brasil. Seis espécies do gênero Gossypium são distribuídas na Ásia, África, Oceania e América. No presente trabalho são abordadas as bases científicas do fluxo de genes no algodão e alternativas para fazerem a tecnologia segura e disponível para os cotonicultores do Brasil e para o meio ambiente.
Resumo: Marcos Rodrigues de Faria - Engenheiro agrônomo, mestre em Entomologia e pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
Fitness costs and maternal effects associated with resistance to transgenic cotton in the pink bollworm (Lepidoptera: Gelechiidae). Carrière, Y., C. Ellers-Kirk, Y.-B. Liu, M.A. Sims, A.L. Patin, T.J. Dennehy & B.E. Tabashnik. Journal of Economic Entomology 94: 1571-1576. 2001.
Comparou-se a performance entre raças da lagarta rosada (Pectinophora gossypiella) resistentes ao algodão Bt e raças suscetíveis, ambas mantidas em plantas de algodão não-Bt. A sobrevivência de duas raças resistentes foi 51,5% menor que a sobrevivência das raças suscetíveis. O tempo de desenvolvimento sobre o algodão convencional foi similar entre raças resistentes e suscetíveis. Indivíduos originados de pais que, na fase de lagarta haviam sido alimentados com dieta artificial contendo proteína Bt, apresentaram problemas na embriogênese, capacidade de penetração das lagartas nos frutos do algodão e fertilidade do adulto. Os dados sugerem que a evolução da resistência ao algodão Bt por parte da lagarta rosada tem elevado custo adaptativo.
Resumo: Marcos Rodrigues de Faria - Engenheiro agrônomo, mestre em Entomologia e pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
No detection of Cry1Ac protein in soil after multiple years of transgenic Bt cotton (Bollgard) use. Head, G., J.B. Surber, J.A. Watson, J.W. Martin & J.J. Duan. Environmental Entomology 31: 30-36, 2002.
Amostras de solo foram coletadas dentro e fora de seis lavouras, onde algodão Bt (Bollgard) foi cultivado e, em seguida, incorporado ao solo através de aração pós-colheita, ao longo de 3-6 anos consecutivos. O nível da proteína Cry1Ac nas amostras foi avaliado através do teste ELISA e através de bioensaios com o inseto Heliothis zea, suscetível à proteína. Os dois métodos indicaram a ausência de quantidade detectável da proteína Cry1Ac nas amostras de solo, coletadas dentro ou fora das lavouras. O limite de detecção do método ELISA foi de 3,68ng de proteína extraível por grama de solo, e de 8ng de proteína biologicamente ativa por grama de solo pelo método do bioensaio. Os resultados demonstram que a quantidade da proteína Cry1Ac acumulada como conseqüência do cultivo contínuo de algodão Bt, e subseqüente incorporação ao solo dos resíduos vegetais através de aração, é extremamente baixa e não resulta em atividade biológica detectável.
Resumo: Marcos Rodrigues de Faria - Engenheiro agrônomo, mestre em Entomologia e pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
Distribution of bollworm, Helicoverpa zea (Boddie), injured reproductive structures on genetically engineered Bacillus thuringiensis var. kurstaki Berliner cotton. Gore, J., B.R. Leonard & R. H. gable. Journal of Economic Entomology 96(3): 699-705, 2003.
Lagartas de Helicoverpa zea são frequentemente observadas alimentando-se em algodão Bt, havendo a necessidade de aplicação de inseticidas em alguns casos. Foram conduzidos estudos com dois tipos de algodão Bt, Bollgard (Cry1Ac) e Bollgard II (Cry1Ac e Cry2Ab), para determinar os níveis de injúrias nos frutos que podem ocorrer como conseqüência da alimentação de H. zea nas flores. No primeiro estudo, lagartas foram colocadas nas flores de algodão convencional e Bollgard. Na média, para cada grupo de 50 plantas o número de frutos danificados no algodão convencional e Bollgard foi de 46,6 e 18,9, respectivamente. No segundo estudo, lagartas da mesma idade foram colocadas tanto em algodão convencional, no Bollgard quanto no Bollgard II. Em média, cada larva danificou 6,6 frutos no convencional, 3,5 no Bollgard e 0,8 no Bollgard II. Os resultados sugerem que a aplicação adicional de inseticidas é necessária no algodão Bollgard para evitar queda de produtividade devido ao ataque de H. zea, enquanto no Bollgadr II tal prática provavelmente pode ser evitada.
Resumo: Marcos Rodrigues de Faria - Engenheiro agrônomo, mestre em Entomologia e pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
Effect of Bt-cotton expressing Cry1A(c) on the survival and fecundity of two hymenopteran parasitoids (Braconidae, Encyrtidae) in the laboratory. Baur, M.E. & D.J. Boethel. Biological Control 26: 325-332, 2003.
Foram examinados os efeitos de algodão Bt sobre dois parasitóides, Cotesia marginiventris e Copidosoma oridanum. O parasitóide C. marginiventris desenvolveu-se significativamente mais rápido em lagartas alimentadas com a soja convencional 97B61 e algodão convencional DPL 5415, em comparação com o algodão Bt (NuCotn 33B). Indivíduos de C. marginiventris desenvolvidos em lagartas alimentadas com algodão Bt tiveram longevidade reduzida e as fêmeas colocaram menos ovos. O algodão Bt também afetou o crescimento e o desenvolvimento de lagartas parasitadas por C. oridanum, além de parâmetros biológicos relacionados aos adultos desta espécie. Poucos adultos de C. oridanum emergiram de hospedeiros alimentados no algodão NuCotn 33B, porém o peso das pupas e a longevidade dos adultos não foram alterados. Análises comparando os dois experimentos sugerem que o algodão NuCotn 33B mais velho (de 90 a 120 após plantio) afeta menos o desenvolvimento de C. oridanum e a sobrevivência de adultos do que plantas com 60 a 90 dias após o plantio. Os efeitos registrados foram similares ao que é naturalmente observado em plantas de soja resistentes. Falta ser determinado se os efeitos demonstrados no presente trabalho são menores, iguais ou maiores que o impacto da aplicação de inseticidas em algodão convencional.
Resumo: Marcos Rodrigues de Faria - Engenheiro agrônomo, mestre em Entomologia e pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
Impact of Bt cottons expressing one or two insecticidal proteins of Bacillus thuringiensis Berliner on growth and survival of noctuid (Lepidoptera) larvae. Stewart, S.D., J.J. Adamczyk Jr., K.S. Knighten & F.M. Davis. Journal of Economic Entomology 94: 752-760, 2001.
Ensaios de laboratório foram realizados para comparar o impacto sobre lepidópteros-praga de cultivares comerciais e experimentais de algodão, expressando uma ou duas proteínas inseticidas Bt, ou sem nenhuma dessas proteínas. Testes nos quais lagartas foram alimentadas com folhas novas indicaram que cultivares expressando as endotoxinas Cry1Ac e Cry2Ab foram mais tóxicas para Helicoverpa zea, Spodoptera frugiperda, e Spodoptera exigua do que cultivares que expressavam apenas a proteína Cry1Ac. Ensaios com tecidos liofilizados incorporados à dieta artificial de lagartas também indicaram melhor atividade de plantas com duas proteínas do que apenas uma. O crescimento de H. zea e Heliothis virescens foi reduzido no algodão Bt, principalmente naquele com duas proteínas inseticidas. Embora nos ensaios com tecidos liofilizados tenham sido utilizadas doses subletais de proteínas, a sobrevivência de H. zea foi reduzida no algodão com duas endotoxinas. Os dados indicam que cultivares GM de algodão com duas proteínas inseticidas serão mais eficientes e terão larga faixa de utilização no combate aos lepidópteros-praga.
Resumo: Marcos Rodrigues de Faria - Engenheiro agrônomo, mestre em Entomologia e pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
Field and laboratory evaluations of transgenic cottons expressing one or two Bacillus thuringiensis var. kurstaki Berliner proteins for management of noctuid (Lepidoptera) pests. Chitkowski, R.L., S.G. Turnipseed, M.J. Sullivan & W.C. Bridges Jr. Journal of Economic Entomology 96: 755-762, 2003.
Em ensaios de campo realizados entre 1999 e 2001, avaliou-se a eficiência do algodão transgênico Bollgard II no controle de lagartas. Os resultados foram comparados com o algodão transgênico Bolgard e com uma variedade convencional isogênica. As populações de lagartas de Helicoverpa zea e Pseudoplusia includens foram significativamente reduzidas no tratamento com Bollgard II quando comparadas com os tratamentos com Bollgard I e com a variedade convencional. A proporção de frutos danificados por H. zea foi também menor. Os testes de campo foram complementados com bioensaios em laboratório visando comparar a mortalidade de S. frugiperda e S. exigua alimentadas com as variedades anteriores. A mortalidade das duas espécies foi consideravelmente maior na variedade Bollgard II, demonstrando que este genótipo permite o controle de lagartas que não são adequadamente controladas pelo algodão Bollgard.
Resumo: Marcos Rodrigues de Faria - Engenheiro agrônomo, mestre em Entomologia e pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
Efficacy of transgenic cotton containing a cry1Ac gene from Bacillus thuringiensis against Helicoverpa armigera (Lepidoptera: Noctuidae) in Northern China. Wu, K., Y. Guo, N. Lv, J.T. Greenplate & R. Deaton. Journal of Economic Entomology 96: 1322-1328, 2003.
A variedade transgênica de algodão (Gossypium hirsutum) denominada NuCOTN 33B, que expressa a proteína Cry1Ac de Bacillus thuringiensis sp. kurstaki, foi avaliada na China para resistência às lagartas de Helicoverpa armigera. Não foram constatadas diferenças significativas na densidade de ovos entre a variedade transgênica e três variedades convencionais, embora a densidade de lagartas tenha sido significativamente reduzida na primeira. Em parcelas sem aplicação de inseticidas, a produtividade na área com algodão Bt variou de 1.391,17 a 1.511,35 kg/ha, ao passo que para as variedades convencionais oscilou de 340,34 a 359,58 kg/ha. Os resultados demonstram a eficiência da variedade transgênica de algodão, a qual se constitui em estratégia alternativa para o controle de pragas e capaz de reduzir as aplicações de pesticidas.
Resumo: Marcos Rodrigues de Faria - Engenheiro agrônomo, mestre em Entomologia e pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
Effect of Bt-toxin (Cry1Ac) in transgenic cotton on the adult longevity of four heteropteran predators. Ponsard, S., A.P. Gutierrez & N.J. Mills. Environmental Entomology 31: 1197-1205, 2002.
O estudo avaliou o efeito de algodão-Bt e de lagartas (Spodoptera exigua) que haviam ingerido algodão-Bt sobre a sobrevivência de quatro importantes predadores de pragas do algodoeiro. A longevidade foi significativamente reduzida para Orius tristicolor e Geocoris punctipes (28 e 27% em relação à testemunha, respectivamente) e nenhum efeito foi observado sobre Nabis sp. e Zelus renardii. S. exigua é um lepidóptero com baixa suscetibilidade à toxina Bt expressa no algodão e, conseqüentemente, este caso exemplifica possíveis efeitos sobre os predadores de lagartas-praga que se tornarem resistentes às toxinas Bt.
Resumo: Marcos Rodrigues de Faria - Engenheiro agrônomo, mestre em Entomologia e pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
No detection of Cry1Ac protein in soil after multiple years of transgenic Bt cotton (Bollgard) use. Head, G., J.B. Surber, J.A. Watson, J.W. Martin & J.J. Duan. Environmental Entomology 31: 30-36, 2002.
Amostras de solo foram coletadas dentro e fora de seis lavouras, onde algodão Bt (Bollgard) foi cultivado e, em seguida, incorporado ao solo através de aração pós-colheita, ao longo de 3-6 anos consecutivos. O nível da proteína Cry1Ac nas amostras foi avaliado através do teste ELISA e através de bioensaios com o inseto Heliothis zea, suscetível à proteína. Os dois métodos indicaram a ausência de quantidade detectável da proteína Cry1Ac nas amostras de solo, coletadas dentro ou fora das lavouras. O limite de detecção do método ELISA foi de 3,68ng de proteína extraível por grama de solo, e de 8ng de proteína biologicamente ativa por grama de solo pelo método do bioensaio. Os resultados demonstram que a quantidade da proteína Cry1Ac acumulada como conseqüência do cultivo contínuo de algodão Bt, e subseqüente incorporação ao solo dos resíduos vegetais através de aração, é extremamente baixa e não resulta em atividade biológica detectável.
Resumo: Marcos Rodrigues de Faria - Engenheiro agrônomo, mestre em Entomologia e pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
Fitness costs and maternal effects associated with resistance to transgenic cotton in the pink bollworm (Lepidoptera: Gelechiidae). Carrière, Y., C. Ellers-Kirk, Y.-B. Liu, M.A. Sims, A.L. Patin, T.J. Dennehy & B.E. Tabashnik. Journal of Economic Entomology 94: 1571-1576., 2001.
Comparou-se a performance entre raças da lagarta rosada (Pectinophora gossypiella) resistentes ao algodão Bt e raças suscetíveis, ambas mantidas em plantas de algodão não-Bt. A sobrevivência de duas raças resistentes foi 51,5% menor que a sobrevivência das raças suscetíveis. O tempo de desenvolvimento sobre o algodão convencional foi similar entre raças resistentes e suscetíveis. Indivíduos originados de pais que, na fase de lagarta haviam sido alimentados com dieta artificial contendo proteína Bt, apresentaram problemas na embriogênese, capacidade de penetração das lagartas nos frutos do algodão e fertilidade do adulto. Os dados sugerem que a evolução da resistência ao algodão Bt por parte da lagarta rosada tem elevado custo adaptativo.
Resumo: Marcos Rodrigues de Faria - Engenheiro agrônomo, mestre em Entomologia e pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
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