 |
| Home >
Biotec de A a Z > Glossário > M |
 |
 |
|
|
 |
 |
 |
 |
 |
M13 bacteriófago portador de DNA de fita simples usado como vetor de seqüenciamento.
Macho-esterilidade defeito genético que previne a formação de pólen viável; ocorre devido à alteração nas membranas da mitocôndria, prejudicando o desenvolvimento do pólen. Característica encontrada (ou induzida) em muitas espécies vegetais e explorada na produção de sementes híbridas. Há genes nucleares (rf) que restauram a fertilidade perdida pela esterilidade citoplasmática (S).
Macrófago célula da linha branca do sangue que destrói substâncias estranhas e exibe em sua superfície antígenos reconhecidos por outras células do sistema imune.
Macromolécula qualquer molécula de elevado peso molecular; termo usado como sinônimo de polímero.
Macronutrientes elementos químicos essenciais para o crescimento e desenvolvimento celular. Entram na formulação dos meios de cultura em concentrações acima de 0,5 milimoles/litro.
Macrósporo ver megásporo.
Magenta recipiente plástico usado na micropropagação de plantas.
Manitol álcool de açúcar amplamente distribuído em plantas;empregado para manter o turgor celular em meio de cultivo de protoplastos.
Manose hexose parte de sacarídeos, ocasionalmente usada como uma fonte de carboidrato em cultura de tecidos e como agente seletivo em ensaios de transformação.
Mapa carta, diagrama.
Mapa cromossômico indicação da posição relativa do centrômero e da constrição secundária (se houver), de bandas reveladas por técnicas citomoleculares e de knobs (em plantas). Na espécie humana, o padrão de bandamento dos 24 cromossomos é designado “mapa físico de baixa resolução”.
Mapa de ligação diagrama linear que mostra a posição relativa dos genes em um grupo de ligação (ou cromossomo) determinada pela fração de recombinação entre eles. O mesmo que mapa genético.
Mapa de restrição arranjo dos sítios de restrição de endonucleases ao longo de uma molécula de DNA, cuja distância é indicada em pb (ou kb). Mapas de restrição são empregados na caracterização de plasmídeos e vetores de clonagem como referências para sua manipulação genética.
Mapa físico mapa de seqüenciamento de nucleotídeos, de alta resolução. A sobreposição dos mapas, genético e físico, está disponível para a espécie humana, algumas espécies de plantas, animais e microrganismos.
Mapeamento atribuição de seqüências, marcas, genes ou locos a um mapa ou cromossomo.
Mapeamento comparativo comparação da ordem e posição relativa de genes e marcas em mapas de diferentes espécies. Comparações entre espécies mais próximas revelam alto grau de sintenia e colinearidade dos mapas. Nestes casos, o local de muitos genes pode ser estimado por simulação. Comparações entre espécies mais distantes revelam perda crescente de sintenia.
Mapeamento de função equação matemática que tenta compensar a imprecisão das estimativas de distância entre marcas baseadas em freqüências de recombinação.
Mapeamento gênico ver mapeamento.
Mapeamento S1 método para caracterizar modificações pós-transcricionais no RNAm (remoção de íntrons) por hibridização do RNA com um DNA de fita simples e posterior tratamento com nuclease S1.
MapMaker software usado para a construção de mapas genéticos.
Marcação com biotina absorção de biotina por uma molécula, especialmente DNA.
Marcação de terminação introdução de uma marca na extremidade 5’ ou 3’ de uma molécula de DNA ou RNA, como a incorporação de nucleotídeos marcados com fósforo radioativo por ação da enzima T4 polinucleotide kinase.
Marcação por transposon método de isolamento gênico que explora a interrupção da expressão de um gene pela inserção de um transposon. Como a seqüência do transposon é conhecida, ela pode ser usada como sonda para detectar o fragmento que contém o gene-alvo.
Marcador loco cromossômico, gene ou seqüência de DNA que mostra segregação mendeliana e se presta para análise genética de outras características ou processos em populações (ou progênies) polimórficas para o marcador. Ver polimorfismo.
Marcador genético ver marcador.
Marcador molecular marcador genético que explora polimorfismos na molécula de DNA. O mesmo que marcador de DNA, marcador de DNA anônimo.
MAS do inglês, abreviatura de Marker Assisted Selection ou seleção assistida por marcador. Seleção de um alelo molecular (banda) fortemente ligado à característica que se quer selecionar.
Matriz 1. em Melhoramento, planta elite. 2. em Cultura de Tecidos, planta da qual um explante foi excisado.
Maturação in vitro (IVM) procedimento laboratorial que visa cultivar óvulos imaturos até que estejam prontos para a fertilização in vitro.
Mediana em um conjunto de medidas, o valor central acima e abaixo do qual há um número igual de medidas.
Megabase (Mb) unidade de comprimento de um ácido nucléico que equivale a 106 bases de RNA ou pares de bases de DNA.
Megametófito gametófito feminino; planta que se desenvolve a partir de um megásporo. O mesmo que ginófito.
Megásporo gametófito feminino ou ginósporo.
Meio genericamente, veículo; substrato;ambiente.
Meio de cultura qualquer sistema usado no cultivo de células, bactérias, tecidos ou microrganismos; normalmente uma mistura complexa de nutrientes orgânicos e inorgânicos.
Meio de indução 1. que induz a formação de órgãos ou outras estruturas. 2. que causa variação ou mutação nas células expostas a ele.
Meio de isolamento próprio para sobrevivência e desenvolvimento de um microrganismo.
Meio líquido solução nutritiva desprovida de agente solidificador.
Meio nutritivo formulação líquida ou gelatinosa para cultivo de células, tecidos ou órgãos. O mesmo que meio de cultura.
Meio salino formulação de sais como fonte de macro e micronutrientes, sem suplementação de orgânicos, i.e., vitaminas, fonte de aminoácidos e fitorreguladores. Para alguns autores, o mesmo que meio basal.
Meio sólido meio solidificado pela adição de agar, agarose etc.
Meiose processo de divisão celular que resulta na formação de gametas com número de cromossomos reduzido à metade, haplóide (n). Na primeira etapa (meiose I), ocorre pareamento de cromossomos homólogos e troca de material genético (permuta). Segue-se a divisão reducional (meiose II) que equivale a uma mitose.
Melanina pigmento escuro produzido por células especializadas da epiderme, os melanócitos.
Membrana celular o mesmo que membrana plasmática;plasmalema; bicamada lipídica simétrica que contém proteínas integrais e externas, com aspecto de mosaico fluido e semipermeável, que envolve as células e seus compartimentos internos.
Membrana líquida filme delgado composto de líquidos que são estáveis dentro de outro, normalmente água.
Membrana semipermeável natural ou sintética, que permite a passagem de certos íons e moléculas.
Mericlinal refere-se a uma quimera na qual o tecido de um genótipo é circundado por tecido de outro.
Meristema tecido vegetal não diferenciado cujas células são capazes de se dividir ativamente e produzir os precursores de tecidos primários de órgãos.
Meristema apical meristema da extremidade da haste (caule) ou raiz de uma planta; que dá origem a órgãos vegetativos ou reprodutivos.
Meristema lateral que dá origem a tecidos secundários, como o vascular e o cambial.
Merozigoto zigoto bacteriano incompleto, diplóide em uma parte e haplóide em outra.
Mesocarpo parte mais desenvolvida do fruto, entre o epicarpo e o endocarpo.
Mesoderma camada de células intermediárias do embrião animal que dá origem aos ossos e tecidos conjuntivos.
Mesofilo compreende todos os tecidos entre a epiderme e o sistema vascular da folha de um vegetal.
Metabolismo processo bioquímico que converte nutrientes em fontes de energia para a célula; quebra de substâncias complexas em substâncias mais simples.
Metabolismo secundário produção de substâncias não-essenciais às funções metabólicas primárias ou fisiológicas. Metabolismo relacionado à interação com o ambiente e defesa celular.
Metabólito composto biológico de baixo peso molecular que é sintetizado por ação enzimática.
Metabólito secundário produto do metabolismo secundário; alguns são explorados pela indústria de fármacos e perfumes.
Metabolômica estudo dos metabólitos produzidos por uma espécie, nos diversos tecidos e fases de crescimento.
Metacêntrico cromossomo no qual o centrômero fica situado mediamente. A relação de braços varia de 1,0 (os braços do cromossomo são iguais) a 3,0. Ver acrocêntrico.
Metáfase fase da mitose e meiose que se segue à prófase e antecede a anáfase, na qual os cromossomos se dirigem ao centro da célula (placa equatorial). É a fase de máxima condensação cromossômica e, por isso, permite a análise do cariótipo, mediante tratamento das células com inibidores do fuso.
Metaloenzima enzima que requer um metal para ser ativa.
Metalotionina proteína que se liga a metais pesados, como cádmio e chumbo.
Metástase dispersão de células cancerosas para órgãos não afetados.
Metilação adição de um grupo metil (-CH3) às bases de uma molécula de DNA; a citosina e, menos freqüentemente, a adenina podem ser metiladas, resultando em mudança na taxa de transcrição e transposição;variação epigenética. Ver ilha de CpG.
Método da explosão técnica de transformação genética na qual o plasmídeo é introduzido nas células por meio da vaporização súbita (efetuada pela aplicação de um pulso elétrico de alta voltagem) de uma gota de água que contém o DNA envolto em partículas de ouro.
Método do iniciador aleatório técnica de marcação na qual a incorporação de nucleotídeos marcados se dá de forma randômica durante a duplicação da sonda de DNA. Em inglês, random priming method.
Micélio porção vegetativa de fungos filamentosos.
Micologia ciência que estuda os fungos.
Micorriza classe de fungos que forma uma associação de simbiose com raízes de vegetais superiores.
Micro RNA (miRNA) são RNAs de fita única de 21 a 23 nucleotídeos que regulam a expressão gênica. Ver RNAi.
Microambiente ambiente em pequena escala; termo usado para se referir ao ambiente de um organismo.
Microarray do inglês, microarranjo, arranjo de DNA imobilizado sobre uma lâmina de vidro para análises de expressão gênica. Técnica experimental que busca medir os níveis de expressão de transcritos em larga escala, ou seja, medindo muitos ou todos os transcritos simultaneamente. Utilizados na detecção e quantificação de ácidos nucléicos (cDNA ou DNA genômico), provenientes de amostras biológicas que são hibridizadas com o DNA fixado no array. As amostras são marcadas com fluorocromos cianina 3 (Cy3) ou cianina 5 (Cy5) quando se utilizam microarrays em vidro ou com o isótopo P33 quando os arranjos são preparados em membranas de nylon. O mesmo que DNA-chip.
Micróbio germe, designação coloquial para microrganismos que causam doença.
Microgametófito ver pólen.
Microinjeção introdução de DNA, RNA, enzimas ou agentes citotóxicos em um tecido ou com célula o auxílio de uma agulha, monitorada ao microscópio.
Micronúcleo núcleo distinto e menor que o núcleo principal. Forma-se em conseqüência da presença de um cromossomo acêntrico, por exemplo.
Micronutriente elemento essencial regularmente requerido em cultura de tecidos a concentrações inferiores a 0,5 milimole/litro.
Microplasto vesícula produzida por subdivisão e fragmentação de protoplastos.
Micropropagação produção de clones ou cópias geneticamente idênticas a partir de partes de um vegetal.
Microrganismo classe de organismos visível apenas ao microscópio, que inclui certas algas, bactérias, fungos, protozoários e vírus.
Microscópio eletrônico equipamento de alto poder de resolução empregado na visualização de tecidos, células e organelas em escala nanométrica. Uma fonte emissora de elétrons atravessa o espécime, gerando uma imagem com regiões escuras (eletro-densas) e claras, dependendo de sua opacidade.
Microscópio eletrônico de varredura equipamento que gera imagens tridimensionais da superfície do espécime por deflexão dos elétrons.
Microscópio estereoscópico equipamento binocular de ótica simples usado para observação e manipulação de insetos, embriões ou outras estruturas. O mesmo que lupa, microscópio de dissecação.
Microscópio ótico equipamento à base de lentes, empregado na visualização de tecidos ou células em escala micrométrica. Uma fonte de luz branca atravessa um condensador ótico e o espécime é observado através de lentes oculares. O poder de resolução de um microscópio ótico é da ordem de 0,2 µm.
Micrósporo célula haplóide masculina que amadurece em um grão de pólen. O mesmo que andrósporo.
Microssatélite classe de DNA repetitivo presente no genoma dos eucariontes. Seqüência de DNA que contém unidades (motivos) que se repetem em tandem: os motivos variam de 2 a 6 pb. Cada repetição em tandem se constitui em um loco de microssatélite cujos alelos se diferenciam por variações no tamanho total do microssatélite. São co-dominantes, multialélicos e de distribuição ampla no genoma; por isso são usados como marcadores em estudos de populações e mapeamento. São revelados por PCR em géis de agarose ou poliacrilamida. Ver PCR, minissatélite.
Mieloma linhagem celular oriunda de um tumor de leucócito;tipo de câncer.
Mineração em Bioinformática, explorar grandes quantidades de dados, à procura de padrões consistentes; buscar seqüências, genes com propriedades específicas. Prospecção de dados, ou data mining, em inglês.
Mineralização conversão de compostos orgânicos em inorgânicos, como a conversão de etanol em gás carbônico e água.
Minicromossomo forma nucleossômica de DNA circular viral, como do vírus SV40; pequeno cromossomo presente em certas aves.
Minissatélite classe de DNA repetitivo presente no genoma dos eucariontes. Seqüência de DNA que contém unidades (motivos) que se repetem em tandem: os motivos variam de 10 a 100 pb. Cada repetição em tandem se constitui em um loco de minissatélite cujos alelos se diferenciam por variações no tamanho total do minissatélite. Usado como marcador genético para fingerprinting em testes de paternidade. O mesmo que VNTR, do inglês: Variable Number of Tandem Repeats. Ver microssatélite.
Mio-inositol ver inositol.
Mismatch: em Bioinformática, refere-se à presença ácidos nucléicos ou aminoácidos diferentes na mesma posição em duas seqüências alinhadas.
Mitocôndria organela semi-autônoma presente nas células eucarióticas. Contém membranas (cristas mitocondriais) altamente especializadas, onde se dá a produção de trifosfato de adenosina (ATP), por fosforização oxidativa, que serve como fonte de energia para a célula. Possui seu próprio DNA. A mitocôndria contém muitas enzimas da cadeia respiratória, a maioria codificada por genes nucleares.
Mitose divisão celular que resulta na formação de duas células-filha geneticamente idênticas. Didaticamente separada em quatro fases: prófase, metáfase, anáfase e telófase. Uma das etapas do ciclo celular e que ocorre após a duplicação do DNA. Ver ciclo celular, meiose.
Moda em uma distribuição de freqüências, diz-se da classe que está em maior freqüência.
Modelo 1. descrição matemática de um fenômeno. 2. sistema biológico usado como padrão em estudos básicos, ou para se testar hipóteses: Arabidopsis thaliana e Oryza sativa são espécies-modelo utilizadas em estudos genômicos e de biologia molecular; Drosophila e tomate têm sido usados em estudos de Evolução e Citogenética, respectivamente.
Modificação em Biologia Molecular, mudança nos nucleotídeos do DNA ou RNA após sua incorporação na molécula.
Modificação pós-traducional adição de resíduos a uma proteína, comumente fosfato e açúcares.
Molécula união estável de dois ou mais átomos; algumas moléculas orgânicas contêm grande número de átomos. Ver macromolécula.
Molécula portadora molécula que transporta elétrons;peptídeo ligado a um grupo não-protéico (ferro, por exemplo) capaz de sofrer oxidação e redução, permitindo aos elétrons fluírem.
Monocotiledônea classe de vegetais cujo embrião tem um único cotilédone. O milho, trigo, arroz, lírio e a banana são monocotiledôneos.
Monocultura prática agrícola de cultivar uma única espécie em uma lavoura, área ou fazenda.
Monofosfato cíclico de adenosina molécula mensageira que catalisa várias reações intracelulares. O mesmo que AMP cíclico (cAMP).
Monoicia característica de certas espécies vegetais que possuem as flores masculinas separadas das femininas em um mesmo indivíduo, como ocorre na planta de milho.
Monoinsaturado diz-se do óleo que contém ácido graxo com uma dupla ligação (CH=CH-).
Monômero pequena molécula, como os aminoácidos, nucleotídeos e monossacarídeos, que pode se ligar com outras idênticas ou semelhantes, formando uma molécula maior e complexa chamada polímero.
Monomorfismo 1. em Genética de Populações, diz-se do alelo de um loco cuja freqüência é menor que 1% (p<0,01). 2. ausência de variação em uma população quanto a um marcador, um gene, ou uma característica geneticamente determinada. Ver polimorfismo genético.
Monoplóide ver haplóide.
Monossacarídeo açúcar simples, como a glicose e a frutose.
Monossômico forma aneuplóide na qual falta um dos cromossomos que formam o par de homólogos de um organismo diplóide (2n – 1 ou monossômico primário). Diz-se monossômico secundário quando há perda de dois cromossomos distintos (2n – 1 – 1).
Monozigótico aquele que se origina a partir de um único zigoto: gêmeos monozigóticos derivam de um único óvulo fertilizado, que sofreu fissão e, portanto, deu origem a irmãos geneticamente idênticos. O mesmo que idêntico, univitelino.
Morfogênese desenvolvimento por crescimento e diferenciação celular.
Morfologia forma, estrutura ou arranjo.
Mosaico organismo ou parte de um organismo que é composto de tecidos ou células geneticamente diferentes. A não-disjunção mitótica pode criar setores celulares cuja composição difere daquela do tecido original. Difere da quimera, que se forma por introdução artificial de um ou mais tipos celulares em um organismo, tal como ocorre após a transfusão de sangue. Alguns autores consideram os termos, mosaico e quimera, como sinônimos.
MRNA abreviatura de RNA mensageiro, molécula que resulta da transcrição de um gene.
mtDNA abreviatura de DNA mitocondrial.
Multigênico diz-se do caráter controlado por vários genes. O mesmo que poligênico.
Mutação 1. alteração na seqüência de bases do DNA quer seja por substituição, deleção ou inserção de nucleotídeos. 2. processo de ocorrência geral em todos os seres vivos, de valor evolutivo, pois se constitui em fonte de alelos, proporcionando variabilidade. Alterações cromossômicas numéricas ou estruturais são denominadas mutações cromossômicas. 3. processo que produz um alelo (ou fenótipo) diferente do tipo selvagem, dito mutante.
Mutação cromossômica ver aberração cromossômica.
Mutação de ponto mudança em um só nucleotídeo na seqüência de bases do DNA: pode ocorrer por deleção (perda), inserção (entrada) ou transição, i.e., quando uma purina é substituída por outra purina (A→G ou G→A), ou uma pirimidina é substituída por outra pirimidina (C→T ou T→C) ou por transversão, quando uma purina é substituída por uma pirimidina e vice-versa. 2. mutação que pode ser atribuída a um loco específico.
Mutação direta mutação que se dá do alelo (ou tipo) selvagem para o alelo (ou tipo) mutante. O oposto denomina-se mutação reversa.
Mutação espontânea mutação não induzida, que ocorre na ausência de qualquer agente mutagênico conhecido. São provocadas, basicamente, por erros durante a duplicação do DNA.
Mutação gênica mutação que leva à alteração de um gene. Ver mutação de ponto.
Mutação induzida mutação provocada por incorporação de análogos de bases (5-bromouracil ou 2-aminopurina), agentes mutagênicos físicos (luz ultravioleta e outros tipos de radiações) ou químicos (EMS, NG, HA) em laboratório ou no ambiente, elevando as taxas de mutação em relação àquela esperada espontaneamente.
Mutação inversa ver reversão.
Mutação letal ver alelo letal.
Mutação letal-condicional mutação que é letal em determinadas condições ambientais, mas viável em outras.
Mutação neutra mutação em um ou mais nucleotídeos de um gene sem alterar a proteína correspondente.
Mutação reversa mutação no mesmo sítio ou loco, revertendo o alelo, aminoácido, proteína ou fenótipo mutante ao selvagem.
Mutação silenciosa mutação por substituição de bases sem haver alteração no aminoácido codificado. Por exemplo: CGU, CGC, CGA, CGG, AGA e AGG codificam para a produção de arginina.
Mutação supressora diz-se de uma segunda mutação, em outro sítio, que anula o efeito da primeira, restaurando o fenótipo selvagem ou a conformação da proteína original. Pode ser intragênica ou extragênica.
Mutagênese indução de mutações ou alterações na constituição genética de uma célula, modificando seu DNA. Diferente de transgênese.
Mutagênese aleatória mutagênese não-dirigida de um ou mais nucleotídeos em uma molécula de DNA.
Mutagênese dirigida mutagênese que gera alterações específicas na seqüência de nucleotídeos de um gene; mutagênese in vitro.
Mutagênese in vitro ver mutagênese dirigida.
Mutagênico agente ou processo capaz de induzir mutações. A radiação gama e a luz ultravioleta são mutagênicos físicos, enquanto o EMS é um mutagênico químico. A aflatoxina B1 produzida pelo fungo Aspergillus flavus é uma toxina que induz mutações do tipo transversão GC→TA e pode causar câncer. Mutagênese e carcinogênese são processos associados.
Mutante organismo ou alelo mutante.
Mutualismo ver simbiose.
|
|
|
 |
|