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E-value
do inglês, Expectation value; em Genômica, número de diferentes alinhamentos com escore igual, ou melhor, que S. Assim, o e-value (de um hit para um dado score) é a probabilidade de se obter, com outra seqüência qualquer de igual tamanho e composição de bases, outro alinhamento com score igual ou superior. Quanto mais próximo de zero for o e-value, mais confiável será a comparação.

E. coli
ver Escherichia coli.

Ecdisona
hormônio do esferóide de insetos que estimula a síntese de proteínas envolvidas na metamorfose.

Eclosão
1. liberação do inseto maduro a partir da pupa. 2. fase inicial da germinação de esporos de fungos filamentosos.

Ecossistema
unidade ecológica: constitui-se de fatores bióticos e abióticos e da interação entre eles. A mata atlântica e o cerrado brasileiro são exemplos de ecossistemas.

Ecotipo
população adaptada a um hábitat particular. No contexto da biologia de populações, o mesmo que subpopulação, variedade botânica.

Ectópico
fora do lugar. Diz-se ectópica a gravidez na qual o feto é implantado fora do útero.

EDTA
ver ácido etilenodiaminotetracético.

Efeito fundador
efeito genético decorrente da formação de uma nova população a partir de um número pequeno de indivíduos. Ver deriva genética.

Efeito materno
efeito da contribuição do ambiente materno (a placenta, por exemplo) no qual o embrião se desenvolve, tanto em vegetais como em animais. Difere de herança materna ou citoplasmática. Ver herança materna.

Eficiência de plaqueamento
porcentagem de células inoculadas em meio de cultura que dá origem a colônias.

Eficiência de polinização cruzada
em cruzamentos artificiais, quantidade das flores polinizadas que origina frutos com sementes.

Eficiência de transformação
1. porcentagem de células transformadas em uma população bacteriana em função do conteúdo de DNA utilizado no ensaio (em µg). 2. número obtido de brotos transgênicos em função do total de explantes submetidos à transformação seja por método indireto (Agrobacterium) ou direto (eletroporação de células, bombardeamento, sonicação).

Eficiência fotossintética
eficiência de conversão da energia luminosa em compostos orgânicos.

Elastina
proteína fibrosa que é o componente principal das fibras elásticas amarelas de tecido conjuntivo animal.

Elemento controlador
em eucariontes, transposons que interferem na expressão gênica, resultado de sua integração dentro ou próximo ao gene, inibindo sua atividade, como descrito em milho (Ac/Ds). Ver elemento móvel, transposon.

Elemento de inserção
termo genérico atribuído às seqüências de DNA capazes de se transpor no genoma bacteriano. Um dos tipos de elemento móvel. O mesmo que seqüência de inserção.

Elemento essencial
qualquer um dos vários elementos requeridos pelos organismos para assegurar seu crescimento, desenvolvimento e manutenção.

Elemento móvel
nome genérico que se dá às seqüências de DNA capazes de se mover de um local a outro do genoma de organismos procarióticos e eucarióticos. Há registros da existência de 3 milhões de elementos móveis no genoma humano, sendo que 90% são retroelementos. Dependendo de aonde se integram, esses elementos podem ativar ou silenciar genes. Ver transposon.

Elemento P
transposon descrito em Drosophila.

Elemento transponível
ver transposon.

Eletrodo de enzima
tipo de biossensor no qual uma enzima é imobilizada sobre um eletrodo. Quando a enzima catalisa a reação, elétrons do reagente são transferidos para o eletrodo e, assim, uma corrente é gerada.

Eletroforese
técnica usada para separar misturas complexas de macromoléculas, mormente proteínas e ácidos nucléicos. Seu princípio é submeter amostras, aplicadas em pequenos poços de uma matriz porosa submersa em um tampão, a um campo elétrico. As moléculas migram a uma taxa que é dependente de sua carga elétrica e de seu peso molecular.

Eletroforese capilar
amplamente usada para fins de seqüenciamento de DNA, na qual a amostra passa por um longo e estreito tubo capilar que contém uma matriz reutilizável.

Eletroforese em gel de agarose
usada para separar ácidos nucléicos que são submetidos a um campo elétrico de voltagem (3 a 5 Vcm-1 entre os eletrodos) e amperagem baixa (~50 mA).

Eletroforese em gel de poliacrilamida (PAGE)
usada para separar ácidos nucléicos e proteínas com base na migração por uma matriz inerte, a poliacrilamida, que permite distinguir fragmentos de peso molecular muito próximo, como os alelos de um loco de microssatélite. Ver microssatélite.

Eletroforese em gradiente desnaturador
usada para separar fragmentos de DNA ou isoenzimas, aplicando-se um gradiente por aumento da concentração de uma substância química desnaturadora, como a formamida ou uréia. Os géis de AFLP são submetidos a este tipo de eletroforese. Ver isoenzimas, AFLP.

Eletroporação
indução de poros temporários em bactérias, protoplastos, células ou tecidos intactos pela aplicação de um pulso elétrico, permitindo a entrada de DNA exógeno. Técnica usada geralmente na transformação de células bacterianas. Ver protoplastos, transformação.

ELISA
ensaio imunológico baseado no uso de anticorpos para diagnosticar a presença e quantidade de moléculas específicas em uma amostra. O anticorpo primário, específico da proteína de teste, é absorvido por um substrato sólido, e uma quantia conhecida da amostra é adicionada. Todo o antígeno da amostra é aderido ao anticorpo. Um segundo anticorpo, conjugado com uma enzima, específico para outro sítio da proteína de teste, é adicionado e a enzima gera uma mudança de cor na presença de um reagente.

Embebição
1. entrada de líquidos, vapores ou resinas nos espaços intercelulares e poros. 2. absorção de água pelas sementes antes da germinação.

Embrião nucelar
embrião vegetativo que se desenvolve a partir do tecido somático que envolve o saco embrionário, e não a partir de fertilização.

Embrião somático
embrião morfologicamente semelhante a um embrião zigótico que é diferenciado a partir de células somáticas. Ver embriogênese somática.

Embriogênese
desenvolvimento de um embrião em animais ou vegetais, in vivo ou in vitro.

Embriogênese direta
formação de embriões somáticos, em cultura in vitro, sem passar pela fase de calo.

Embriogênese indireta
formação de embriões somáticos, em cultura in vitro, a partir de calos oriundos de explantes.

Embriogênese somática
processo de diferenciação de embriões somáticos a partir de tecidos vegetais ou, mais usualmente, de calos derivados de explantes, em geral embrionários; descrito pela primeira vez por Levine, em 1947, em culturas de calos de cenoura. Via de regeneração de plântulas de muitas gramíneas.

Embrióide
embrião imaturo; estrutura semelhante a um embrião.

Embrionação artificial
transferência não-cirúrgica de embriões para uma fêmea. Método que pode ser usado em substituição à inseminação artificial.

Embryo-like structure
do inglês, estrutura semelhante a um embrião. Estrutura imatura nas fases iniciais de desenvolvimento embrionário. Em mamíferos, desenvolve-se nos primeiros meses, no útero. Em plantas, é a estrutura que dá origem ao megametófito, como resultado da fertilização de um óvulo.

Emparelhamento
alinhamento de cromossomos homólogos durante a prófase da primeira divisão meiótica. O mesmo que sinapse.

Encapsulação
1. qualquer método de empacotamento de uma enzima, vírus ou bactéria, mantendo-se suas funções. 2. processo pelo qual o ácido nucléico de um vírus é incluso em uma cápside ou envelope protéico. 3. envolvimento de estruturas vegetais (embrião, por exemplo) em colóides para a criopreservação em nitrogênio líquido.

Encelofalopatia espongiforme bovina (BSE)
doença bovina conhecida por doença da vaca louca. Ver príon.

Endêmico
1. organismo, doença ou peste que está disseminada em uma área declarada. 2. espécie de ocorrência única em uma dada região geográfica.

Endocitose
processo pelo qual a membrana plasmática se dobra ao redor de um corpo presente fora da célula, resultando na formação de uma vesícula dentro da qual o corpo, ou molécula, é introduzido na célula.

Endócrina
qualquer glândula animal que fabrica hormônios e secreta-os diretamente na circulação sangüínea para agirem em áreas distantes.

Endoderme
camada interna de células da gástrula que dá origem ao trato digestivo (intestino) e às glândulas digestivas.

Endófito
organismo que vive dentro de uma planta. Ver fungo endófito.

Endogamia
prática ou sistema em que os acasalamentos se dão entre indivíduos aparentados;homozigose de uma população que é decorrente de autofecundação ou cruzamento entre indivíduos aparentados. Ver coeficiente de endogamia.

Endogâmico
população ou indivíduo que descende de um ou mais indivíduos aparentados.

Endógeno
próprio da célula ou do organismo. Contrário de exógeno.

Endomitose
duplicação cromosssômica sem haver disjunção cromatídica. Os cromossomos politênicos presentes nas células larvais de certos dípteros derivam de endomitose ou politenia.

Endonuclease
enzima que cliva internamente uma fita de DNA, formando duas fitas menores. Ver exonuclease, enzima de restrição.

Endoprotease
enzima que cliva internamente um polipeptídeo, sendo o sítio de clivagem, normalmente, específico a certos resíduos de aminoácidos.

Endosperma
tecido nutritivo que se desenvolve na semente da maioria das angiospermas, contendo proporções variadas de carboidrato, proteína e lipídeo. Na maioria das angiospermas, o endosperma é triplóide (3n) devido à fusão dos núcleos polares (n+n=2n), seguida de fertilização por um núcleo germinativo (n).

Endotoxina
proteína da membrana celular de bactérias gram-negativas que induz, em mamíferos, uma resposta inflamatória.

Engenharia genética
conjunto de técnicas de biologia molecular que resulta na construção de moléculas de DNA quiméricas ou recombinantes. Ver tecnologia do DNA recombinante.

Enolpiruvil-chiquimato-3-fosfato sintetase (EPSPS)
enzima produzida em plantas, essencial para o metabolismo normal e para a biossíntese de aminoácidos aromáticos. O herbicida glifosato inibe a atividade da EPSPS. A introdução do gene EPSPS da linhagem CP4 de Agrobacterium, em plantas transgênicas, confere tolerância ao glifosato.

Enterotoxina
proteína bacteriana que, após ser liberada no intestino, causa diarréia e náusea.

Enxertia
procedimento usado para implantar uma gema ou borbulha na haste de uma planta, ou unir duas estacas compatíveis após se fazer uma fenda na estaca que vai sustentar aquela que é introduzida. A variedade porta-enxerto protege a copa de doenças de solo, ou lhe confere maior vigor.

Enzima
proteína que em baixa concentração catalisa reações químicas específicas, mas não é consumida na reação. As enzimas são classificadas em seis grupos principais, segundo o tipo de reação que catalisam: oxidorreductases, transferases, hidrolases, liases, isomerases e ligases. São nomeadas pela adição do sufixo-ase ao nome de seu substrato ou tipo de reação que catalisam.

Enzima alostérica
enzima que tem duas formas estruturais distintas, uma das quais é ativa e a outra não. Formas ativas cuidam da catálise de uma rota que conduz à síntese de moléculas. O produto final da síntese pode agir como um inibidor de avaliação, convertendo a enzima à forma inativa, controlando, assim, os níveis do produto sintetizado.

Enzima de restrição
classe de enzimas microbianas que clivam o DNA após reconhecer uma seqüência específica. O mesmo que endonuclease de restrição. Podem encontrar poucos sítios (de corte raro) ou clivar todo o genoma (corte freqüente).

Enzima induzida
enzima que só é sintetizada na presença do substrato que age como um indutor.

Enzima reprimível
enzima cuja atividade pode ser inibida pela presença de uma molécula reguladora ou um repressor.

Epicótilo
porção superior do eixo de um embrião vegetal ou plântula, logo acima dos cotilédones.

Epiderme
1. camada externa de células do corpo de um animal. Em invertebrados, a epiderme é formada de células espessas e está coberta por uma cutícula impermeável. Em vertebrados, a epiderme é a camada mais fina da pele. 2. camada externa de células que cobrem um vegetal. É revestida por uma cutícula para proteger a planta de danos e reduzir a perda d’água. Algumas células da epiderme são modificadas para formar células-guarda, tricomas de vários tipos.

Epigênese
processo de desenvolvimento no qual cada fase sucessiva é construída nas bases criadas pela fase precedente. Um embrião se desenvolve a partir do zigoto, assim com uma plântula de um embrião.

Epigenética
variação não-hereditária e reversível, freqüentemente resultado de metilação das bases do DNA que pode levar à mudança na expressão de genes, à inibição da restrição e à transposição de elementos móveis.

Epinastia
crescimento anormal de ramos direcionado para o solo, causado pelo desenvolvimento mais rápido da parte superior da planta. Resulta de deficiências nutricionais ou irregularidades no nível de fitorreguladores.

Epissomo
elemento genético extracromossomal (por exemplo, o fator F de Escherichia coli) que se duplica independentemente dentro da célula, podendo integrar-se ao cromossomo. O termo epissomo foi substituído por plasmídeo, que é mais amplo.

Epistasia
ação entre alelos de dois ou mais locos que resulta em um fenótipo. O mesmo que interação gênica. Efeitos epistáticos na manifestação de um caráter complexo são estimados por metodologias apropriadas.

Epitélio germinal
1. camada de células epiteliais na superfície do ovário, contínua ao mesotélio. 2. camada de células epiteliais que reveste os túbulos seminíferos do testículo e que dá origem à espermatogônia. Ver espermatogênese.

Epítome
característica da superfície individual de um antígeno que induz a produção de um anticorpo específico no curso da resposta imunológica. Cada antígeno determinante leva à síntese de um anticorpo diferente e, assim, a exposição a um único antígeno pode resultar na expressão de vários anticorpos.

Epitopo
antigênico determinante. Ver epítome.

EPSPS
abreviatura de 3-fosfato de enolpiruvil-chiquimato sintetase.

Equilíbrio de acoplamento
ver equilíbrio gamético.

Equilíbrio de Hardy-Weinberg
refere-se à população cujas freqüências genotípicas podem ser estimadas por p2 (AA), 2 pq (Aa) e q2 (aa). Estas freqüências indicam que os acasalamentos estão acontecendo aleatoriamente e, portanto, não há endogamia. Teoria demonstrada independentemente por G. H. Hardy na Inglaterra e por W. Weinberg, na Alemanha, em 1908. Postula que em uma população mendeliana, na ausência de fatores evolutivos, as freqüências alélicas permanecerão constantes ao passar das gerações, independentemente de um gene ser raro ou freqüente.

Equivalência substancial
diz-se da equivalência de alimentos que contêm um aditivo, substância, ou um produto de um transgene, com aqueles que não contêm este aditivo.

Erosão genética
perda de alelos e, ao longo do tempo, da diversidade genética, particularmente, em populações submetidas à seleção artificial ou à extinção de indivíduos, ou pela degradação de áreas naturais.

Escarificação
tratamento químico ou físico dado a certas sementes que têm tegumento duro ou impermeável para permitir a absorção de água e a germinação.

Escherichia coli
bactéria comensal que habita o cólon de muitas espécies animais, inclusive o homem. É usada na rotina dos laboratórios de genética e biologia molecular para clonagem de DNA e expressão de genes. Em estudos ambientais, sua presença é um indicador de poluição da água devido à presença de esgoto humano.

Espaço intercelular
espaço entre células de um tecido animal ou vegetal. Ver apoplasto.

Especiação
divergência de natureza genética que leva ao isolamento reprodutivo das populações. Ver espécie.

Especiação alopátrica
especiação que ocorre, pelo menos em parte, devido ao isolamento geográfico.

Especiação simpátrica
especiação a partir de populações que coabitam a mesma região geográfica.

Espécie
em Genética, população capaz de se intercruzar, mas que é isolada reprodutivamente de outras. Em Botânica ou Zoologia, categoria taxonômica que é identificada a partir de um tipo depositado em herbários e museus e que serve como referência para classificação.

Espermatófito
célula que dá origem aos espermatozóides.

Espermatogênese
processo que ocorre nos testículos para a formação e maturação de gametas masculinos.

Espermatogônia
célula primordial, que dá início à espermatogênese.

Espermatozóide
célula gamética masculina madura, produzida nos testículos.

Espiga
inflorescência com eixo principal longo e flores sésseis.

Espigueta
cada uma das unidades de uma inflorescência das gramíneas.

Esporófito
fase diplóide do ciclo de vida de uma planta que produz esporos haplóides por meio de meiose.

Esporogênese
produção de esporos (gametas) por meiose.

EST
do inglês, Expressed Sequence Tag. Pequena fita de DNA que é parte de uma molécula de cDNA e pode identificar um gene ou uma seqüência expressa. Usada para localizar e mapear genes e microssatélites encontrados dentro de genes. Ver cDNA.

Estabilização de enzima
manutenção da conformação ativa de uma enzima. Pode ser obtida in vitro, provendo químicos apropriados e co-fatores.

Estame
estrutura floral composta de uma antera e um filamento. Órgão masculino da flor.

Estéril
incapaz de produzir gametas viáveis.

Esterilidade
falha completa ou parcial da capacidade de produzir gametas funcionais ou zigotos viáveis.

Esterilização por filtragem
esterilização de um líquido pela sua filtragem em membranas porosas (~0,22 µm de diâmetro) que não permitem a passagem de micróbios e esporos.

Esterilizar
1. desprover um indivíduo de sua capacidade reprodutiva. 2. eliminar microrganismos do ambiente, da vidraria de laboratório, usando-se altas temperaturas, radiação, filtração ou substâncias químicas.

Estigma
parte receptiva do estilo na qual o pólen adere.

Estilo
coluna delgada que se forma no topo do ovário e termina no estigma; é atravessada pelo tubo polínico para se realizar a fertilização.

Estiolação
alongamento anormal da haste de um vegetal. Pode ser causada por deficiência na produção de clorofila, e é típica de vegetais que crescem sob baixa ou nenhuma radiação luminosa.

Estratégia do gene candidato
avaliação experimental na qual se aplicam conhecimentos acerca da fisiologia ou bioquímica de uma característica para identificar genes candidatos. Ver clonagem de genes, genoma funcional.

Estratificação
genericamente, subdivisão; processo de dividir uma condição patológica única em diferentes doenças com base em alterações moleculares subliminares.

Estrogênio
termo genérico para um grupo de hormônios que controlam o desenvolvimento das características sexuais femininas.

Estroma
1. em micologia, corpo de hifas extremamente entrelaçadas. 2. em anatomia vegetal, malha constituinte do cloroplasto, onde se passa a fase escura da fotossíntese. 3. em anatomia animal, arcabouço, suporte conjuntivo de um órgão.

Estrutura do anticorpo
arquitetura molecular de um anticorpo, a qual consiste em cadeias idênticas, duas leves e duas pesadas, que têm dois sítios onde os antígenos se ligam. Cada cadeia consiste de uma região conservada entre anticorpos da mesma classe e de classes substitutas, bem como de uma região variável que é específica do anticorpo.

Estrutura primária
seqüência linear de resíduos que compõem um polímero de ácido nucléico, polissacarídeo ou proteína.

Estrutura quaternária
conformação tridimensional das subunidades das proteínas multiméricas.

Estrutura secundária
região de uma cadeia polipeptídica com arranjo típico, como o de uma α hélice, por exemplo.

Estrutura terciária
conformação tridimensional de uma proteína que resulta de interações intramoleculares.

Etanol
álcool etílico usado para desinfetar tecidos vegetais, instrumentos e superfícies de trabalho em cultura de tecidos, para precipitar ácidos nucléicos dissolvidos em soluções aquosas, e dissolver componentes insolúveis em água.

Etileno
fitorregulador gasoso que age em vários passos do crescimento vegetativo, amadurecimento do fruto e abscisão.

Eucariótico
organismo caracterizado pela presença de um núcleo envolvido por uma membrana, em que o material genético está organizado em cromossomos. São animais, plantas, fungos e algumas algas. Ver procariótico.

Eucromatina
região do cromossomo que é menos corada, rica em genes, e que permanece menos condensada que aquelas regiões ricas em DNA repetitivo (ou heterocromáticas).

Eugenia
prática que visa o melhoramento genético da raça humana.

Euplóide
espécie, indivíduo ou célula que tem um número múltiplo de cromossomos do número haplóide (n). Exemplificando, diplóide (2n), triplóide (3n), tetraplóide (4n).

Eventos combinados
em transgenia, são dois ou mais eventos de transformação genética incluídos em uma única variedade, a exemplo do milho Bt e RR; o mesmo que eventos piramidados; em inglês, stack genes.

Evolução cariotípica
processo de especiação acompanhado de mudanças no cariótipo, no número ou na estrutura dos cromossomos, por ganhos ou perdas de seqüências de DNA.

Ex vitro
fora do frasco ou tubo de cultura.

Exógeno
produzido fora de, originado ou devido a causas externas. Oposto de endógeno.

Éxon
segmento de um gene que é transcrito em RNA mensageiro primário e é mantido na molécula funcional. Muitos genes eucarióticos são compostos de um mosaico de éxons e íntrons. Os íntrons são removidos do transcrito primário por um processo conhecido por splicing. Ver íntron.

Éxon shuffling
troca de éxons entre genes durante o processo evolutivo, produzindo proteínas com uma ou mais funções.

Exonuclease
enzima que cliva o DNA ou RNA a partir de suas extremidades.

Exonuclease de restrição
classe de enzimas microbianas que degrada ácidos nucléicos a partir das extremidades 5’ ou 3’.

Exonuclease III
enzima microbiana que remove nucleotídeos do terminal 3’ da fita dupla de DNA.

Exopolissacarídeo
polissacarídeo segregado por um microrganismo em um ambiente circunvizinho.

Exotoxina
toxina liberada por uma bactéria.

Explante
parte que é retirada de uma planta para dar início à cultura de tecidos em meio nutritivo. Sob estímulo hormonal, pode regenerar-se um broto, um embrião somático ou formar-se um calo. Ver cultura de tecidos.

Exportação
liberação de um composto de uma célula através da membrana plasmática por transporte ativo, ou seja, com gasto de energia. Ver difusão.

Expressão diferencial
identificação de RNA mensageiros que são expressos em diferentes tecidos, ou como resposta a algum tipo de estresse ou tratamento específico. Os RNAm são transcritos em cDNA, e uma proporção deles é amplificada via PCR e separada por eletroforese.

Expressão gênica
fluxo da informação gênica do DNA para proteína via RNAm; síntese de um transcrito e de uma proteína, no caso de o transcrito ser um RNA mensageiro. Ver fenótipo.

Expressão transiente
expressão de um transgene logo após sua introdução na célula hospedeira, podendo ocorrer no citoplasma.

Expressividade
conceito clássico da genética que se refere ao grau de expressão de um gene em indivíduos portadores de um mesmo genótipo para aquele gene.

Expressividade
grau ou intensidade com que um genótipo é expresso.

Exsudar
liberar lentamente material líquido por poros ou cortes ou por difusão.

Extracromossômico
em procariontes, refere-se ao DNA plasmidial; em eucariontes, o DNA não-nuclear, localizado nas organelas, i.e., na mitocôndria ou nos cloroplastos. Ver herança citoplasmática.

Extrato de levedura
mistura de substâncias de levedura; utilizada em meios de cultura.

Extrato de malte
mistura de compostos orgânicos, preparada a partir de malte e usada em meio de cultura.

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