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A abreviatura de adenina.
Ab abreviatura de anticorpo.
Aberração cromossômica alteração na estrutura cromossômica, sobretudo causada por deficiência, duplicação, inversão e translocação, ou no número de cromossomos, por aneuploidia ou poliploidia. Especialmente em animais, a maioria das alterações cromossômicas não é benéfica, podendo ser letal. Ver mutação, cariótipo, evolução cariotípica.
Abiótico desprovido de organismos vivos. Plantas sob estresse abiótico são aquelas submetidas a condições de seca, a solos com alta salinidade ou constituintes inorgânicos (Al, por exemplo), à presença de metais pesados, a temperaturas muito elevadas ou baixas, etc.
Ação aditiva tipo de ação gênica na qual o fenótipo do heterozigoto corresponde à média dos valores fenotípicos dos genitores. Ver ausência de dominância.
Acasalamento ao acaso acasalamento em que os indivíduos se cruzam de forma aleatória. Ver panmixia.
Acasalamento fatorial esquema de acasalamento no qual cada genitor masculino é acasalado com cada genitor feminino. Este esquema reduz a taxa de endogamia nos procedimentos de seleção artificial.
Acetil CoA abreviatura de acetil coenzima A.
Acetil coenzima A enzima formada na mitocôndria pela combinação de um grupo acetil (-CCH3O) derivado da oxidação de ácidos graxos, de proteínas ou carboidratos, combinado com o grupo sulfídrico (-SH) da coenzima A.
Ácido abscísico regulador de crescimento envolvido em vários processos do desenvolvimento vegetal; está relacionado com o controle de respostas vegetais a estresses abióticos, tal como a abertura de estômatos durante déficit hídrico.
Ácido adenílico o mesmo que adenosina 5’-monofosfato (AMP), um ribonucleotídeo que contém o nucleosídeo adenosina. O desoxirribonucleotídeo correspondente é chamado de desoxiadenosina 5'-monofosfato ou ácido desoxiadenílico. Analogamente, os demais nucleotídeos são os ácidos citidílico, guanidílico, timidílico e uridílico.
Ácido desoxirribonucléico (DNA) ácido orgânico composto de desoxirribonucleotídeos de adenina, guanina, citosina e timina. Material genético da maioria dos organismos vivos. No seu estado nativo, o DNA é uma dupla hélice de duas fitas antiparalelas unidas por pontes de H entre purinas e pirimidinas complementares. O mesmo que ácido deoxirribonucléico.
Ácido etilenodiaminotetracético (EDTA) agente quelante usado para manter nutrientes, como o Fe++, na forma solúvel disponíveis para a célula cultivada in vitro. É inibidor da atividade da DNAse por quelar íons Mg++ e, por isso, adicionado ao tampão de extração e de armazenamento de ácidos nucléicos em longo prazo.
Ácido nucléico macromolécula constituída por nucleotídeos polimerizados. É encontrada em duas formas: DNA e RNA, as quais podem ser constituídas por uma única cadeia (fita) ou por duas, de conformação linear ou circular. O genoma dos vírus pode ser constituído por RNA ou DNA.
Ácido ribonucléico (RNA) ácido orgânico composto de ribonucleotídeos de adenina, guanina, citosina e uracila. Material genético de certos vírus. Moléculas derivadas da transcrição do DNA e que participam da biossíntese de proteínas, i.e., RNA ribossômico (RNAr) mensageiro (RNAm) e transportador (RNAt). Precursor, em termos evolutivos, do ácido desoxirribonucléico. Ver ácido nucléico, RNAi.
Aclimatação adaptação de um organismo (planta, animal ou microrganismo) a um ambiente que lhe induz algum tipo de mudança fisiológica.
Acoplamento estado ou fase na qual os alelos dominantes ou os recessivos de dois genes distintos estão presentes no mesmo cromossomo homólogo. São sinônimos os termos: associação, atração e configuração cis. Ver repulsão.
Acrocêntrico cromossomo que tem seu centrômero próximo à extremidade e cuja relação de braços (comprimento do braço longo/comprimento do braço curto) é >3 e <7. O mesmo que subtelocêntrico.
Adaptação ajuste de uma população às mudanças do ambiente durante gerações, associado, pelo menos em parte, com mudanças genéticas. Resulta de pressão da seleção.
Adenina (A) uma das bases nitrogenadas encontradas nos ácidos nucléicos. Ver adenosina.
Adenosina nucleosídeo resultante da ligação entre a base adenina (A) e o açúcar D-ribose. O desoxirribonucleosídeo correspondente é chamado desoxiadenosina. Ver ácido adenílico.
Adenosina difosfato (ADP) ver adenosina trifosfato.
Adenosina monofosfato (AMP) ver adenosina trifosfato.
Adenosina trifosfato (ATP) nucleotídeo de importância fundamental na captura e no transporte de energia química livre nas células. Libera energia para a síntese de várias moléculas, inclusive de RNA. A ATP consiste de adenosina com três fosfatos e é regenerada pela fosforização de AMP e ADP.
Adenovírus grupo de vírus muito freqüente, de DNA de dupla fita, com 70 a 90 nm de diâmetro, icosaédrico e encapsulado, que contém 13% de DNA e 80% de proteínas. É encontrado em roedores, aves, bovinos, macacos e no homem e foi isolado, inicialmente, de tecidos de adenóides. Responsável por infecções do trato respiratório humano, gastrenterites, conjuntivites e hepatite. Utilizado como vetor em terapia gênica.
Adição gênica adição de uma cópia funcional de um gene ao genoma de um organismo.
Adquirida em genética, característica que não é herdada, resultante de efeitos ambientais.
Adventícia estrutura que surge em locais (sítios) diferentes do habitual, como a formação de raízes na superfície de partes aéreas da planta.
Aeróbico microrganismo que cresce na presença de oxigênio.
Aflotoxina grupo de substâncias tóxicas produzidas por Aspergillus flavus que se ligam ao DNA da célula hospedeira, evitando sua duplicação e transcrição. Aflotoxinas podem causar câncer.
AFLP sigla inglesa que significa polimorfismo de comprimento de fragmentos amplificados. A técnica é composta de várias etapas: restrição do DNA por duas enzimas, sendo uma de corte raro e outra de corte freqüente e ligação de adaptadores às extremidades dos fragmentos; pré-amplificação dos fragmentos a partir de um par de primers complementares aos adaptadores, mas que contém um nucleotídeo seletivo na posição 3’; amplificação usando-se três nucleotídeos seletivos ligados aos primers. Usualmente, os fragmentos são visualizados em gel de poliacrilamida submetido à eletroforese e corado com prata. Ver polimorfismo.
Agar agente gelificante, composto de polissacarídeos, usado em preparações de meios de cultura e em eletroforese, extraído de algas vermelhas.
Agarose o principal componente funcional do agar.
Agente antimicrobiano qualquer agente químico ou biológico que inibe a sobrevivência ou o crescimento de microrganismos.
Agente encapsulador 1. qualquer estrutura que forma um envelope ao redor de uma enzima, bactéria ou um vírus. 2. agente inerte que permite a difusão de nutrientes e oxigênio, usado para encapsular tecidos e órgãos vegetais, com vistas a sua preservação in vitro, como o alginato de sódio.
Agente inativado ver vacina atenuada.
Agente infeccioso o mesmo que patógeno.
AGM alimento geneticamente modificado, derivado de um OGM. Ver OGM.
Agonista droga, hormônio ou substância que forma um complexo com um receptor.
Agrobacterium gênero de bactérias gram-negativas encontradas em solos temperados. Ver Agrobacterium tumefaciens.
Agrobacterium rhizogenes agente causal da doença “raiz-em-cabeleira”, de ocorrência em certas espécies vegetais em razão da transferência de parte do plasmídeo Ri bacteriano ao genoma vegetal hospedeiro por colonização genética. Ver Agrobacterium tumefaciens.
Agrobacterium tumefaciens agente causal do tumor do colo em certas espécies vegetais, uma doença que leva à formação de uma galha na coroa da planta. A bactéria é atraída por compostos fenólicos secretados pela superfície ferida da planta, e daí um conjunto de genes bacterianos (operon vir) é ativado, levando à transferência de um segmento de DNA do plasmídeo Ti bacteriano para o genoma hospedeiro. O DNA bacteriano integrado à célula do vegetal (T-DNA) sintetiza precursores de fitorreguladores (oncogenes), e o tecido afetado cresce, formando um tumor. Linhagens desarmadas de A. tumefaciens (sem os oncogenes) são usadas, em laboratório, para transferir genes exógenos para células vegetais e, mais raramente, para fungos. Ver oncogene, operon vir, T-DNA.
Água deionizada água da qual a maioria dos sais foi eliminada – com graus variados de eficiência – por meio de troca iônica.
Albinismo doença hereditária que provoca ausência do pigmento melanina em animais e no homem. Indivíduos albinos não têm coloração na pele, nos cabelos e olhos. Em plantas, o pigmento ausente é a clorofila. Trata-se de um caráter monogênico e recessivo.
Albino organismo desprovido de pigmentação, devido a fatores genéticos. A condição é dita albinismo.
Albumina do soro proteína globular presente no sangue e nos fluidos do corpo.
Alça hairpin estrutura secundária que um polinucleotídeo pode assumir devido a uma repetição invertida em sua seqüência de bases, que, em condições apropriadas, dobra sobre si mesma e forma um segmento limitado de fita dupla. Uma das formas de RNA.
Álcool etílico ver etanol.
Alelo forma alternativa de um gene localizado em determinado loco (ou locus) de cromossomos homólogos. Em uma célula diplóide heterozigótica, há dois alelos para cada gene, pois o indivíduo herda um de cada genitor. Dentro de uma população, pode haver muitos alelos de um mesmo loco gênico (polialelia). Aqueles simbolizados por letras maiúsculas (A) denotam dominância, e por minúsculas (a), recessividade. Quando há vários alelos, estes são simbolizados por uma letra seguida de números subscritos (A1, A2, A3, por exemplo)
Alelo dominante uma das formas de um gene e cuja expressão (fenótipo) é visualizada em ambos os indivíduos homozigóticos (usualmente simbolizados por AA) e heterozigóticos (Aa). Oposto de alelo recessivo.
Alelo letal forma mutante letal de um gene.
Alelo neutro alelo cujas freqüências são mantidas por deriva, não por seleção. Ver deriva genética.
Alelo nulo alelo que não sintetiza produto funcional (proteína ou enzima, por exemplo). Também, pode ser caracterizado quando há deleção ou ausência do loco em um dos cromossomos homólogos.
Alelo recessivo uma das formas alternativas de um gene e cuja expressão (fenótipo) é visualizada somente em indivíduos homozigóticos (usualmente simbolizados por aa). Oposto de alelo dominante.
Alelomorfo o mesmo que alelo.
Alelopatia inibição do crescimento ou da reprodução de competidores pela ação de substâncias químicas, como determinados compostos fenólicos, secretadas pelas raízes de vegetais.
Alelos múltiplos ocorrência de mais de dois alelos em um loco em uma população de indivíduos. O mesmo que polialelia.
Alergênico aquele que provoca uma resposta imune, normalmente, proteínas. Alguns alimentos são notadamente portadores de substâncias alergênicas, como leite, ovos, crustáceos, mariscos e algumas castanhas.
Aleurona material protéico, geralmente na forma de pequenos grânulos, que ocorre na camada celular mais externa do endosperma da semente; local de atividade enzimática durante a germinação.
Alfa-hélice um dos tipos principais de estrutura secundária das proteínas. As cadeias laterais dos aminoácidos se distribuem para fora da hélice, que é rígida e em espiral; a principal força de estabilização da alfa-hélice decorre de ligações de um átomo de hidrogênio de um aminoácido com um átomo de oxigênio de outro aminoácido.
Alginato polissacarídeo com função gelificante.
Algoritmo procedimento finito de instruções bem definidas e não ambíguas, inserido em um programa computacional. O BLAST (do inglês, Basic Local Alignment Search Tool) é um algoritmo que permite a comparação de seqüências de nucleotídeos ou de aminoácidos usado pelo NCBI (National Center for Biotechnology Information). FASTA é outro tipo de algoritmo usado para buscar similaridades entre seqüências.
Alimento funcional alimento que provê um benefício à saúde, além da nutrição básica, ou benefícios médicos, como a prevenção e o tratamento de doenças. Também chamado de nutracêutico.
Alimento GM alimento geneticamente modificado, ou seja, que contém em sua composição certo conteúdo de matéria-prima oriunda de organismos geneticamente modificados. Ver OGM.
Alinhamento procedimento em Bioinformática de alinhar seqüências de bases ou de aminoácidos, visando compará-las. Pode ser local (parte da seqüência) ou global (da seqüência inteira)
Aloezima ver enzima alostérica.
Alogamia ocorrência de polinização entre flores distintas. Termo usado para se referir ao sistema de cruzamento no qual ocorre fertilização cruzada entre indivíduos de uma população. A taxa de fertilização cruzada pode variar, dependendo da espécie.
Alogênico de origem genética distinta. Quando um órgão é retirado de um doador e transplantado para outro indivíduo da mesma espécie, o transplante é dito alogênico. O transplante de um órgão de um babuíno para um ser humano é dito xenogênico.
Alometria processo no qual a taxa de crescimento de uma parte de um organismo difere da de outra parte ou do restante do corpo.
Alopatria no contexto da Genética de Populações, da Evolução e da Ecologia, condição de populações ou espécies que coabitam áreas distintas e separadas.
Alopoliplóide poliplóide portador de lotes cromossômicos (genomas) derivados de espécies diferentes. O trigo, por exemplo, é uma espécie alohexaplóide (2n=6x=42) que contém os genomas A, B e D.
Alotetraplóide alopoliplóide portador de dois genomas. A planta de fumo, por exemplo, é alotetraplóide (2n=4x=48). Ver alopoliplóide.
Ambiente controlado ambiente no qual luz, temperatura e umidade relativa são controladas, tal como em uma câmara de crescimento.
Amido principal carboidrato armazenado pelas plantas. É usado como alimento e em processos industriais. Oligossacarídeo insolúvel em água constituído de polímeros de glicose, amilase e amilopectina.
Amilase grande classe de enzimas que catalisam a hidrólise do amido.
Amilolítico organismo (alguns fungos, por exemplo) que tem a capacidade de degradar amido por ação enzimática. Amilolítica é a propriedade enzimática de degradar amido.
Amilopectina polissacarídeo altamente ramificado em cadeias de resíduos de glicose. Porção do amido insolúvel em água.
Amilose polissacarídeo que consiste de cadeias lineares de 100-1.000 resíduos de glicose. Porção do amido solúvel em água.
Aminoácido composto orgânico que contém os grupos amino (-NH2) e carboxil (-COOH). Em particular, quaisquer das unidades básicas das proteínas que tenham a fórmula NH2-CR-COOH, na qual R difere para cada um dos aminoácidos.
Aminoácido essencial aminoácido que deriva do metabolismo, não sintetizado pelo organismo. Produto da degradação de proteínas.
Aminoacyl tRNA sintetase enzima que catalisa a ligação de um aminoácido ao RNA transportador correspondente durante a síntese de proteínas. Asseguram a correta relação entre os aminoácidos e seus tRNA cognatos.
Amitose divisão nuclear por constrição, i.e., sem disjunção cromossômica que, por sua vez, é característica da Mitose.
Âmnio membrana delgada que reveste a bolsa na qual o embrião se desenvolve em vertebrados superiores, répteis e pássaros.
Amniocentese procedimento para retirar células fetais visando à diagnose pré-natal, amostrando-se o fluido amniótico de uma fêmea grávida. Após a punção, as células são cultivadas e o cariótipo é estudado a fim de verificar se há alterações. Em humanos, é feita, por exemplo, para verificar se há ocorrência da trissomia do cromossomo 21, que leva à síndrome de Down. Ver cariótipo.
AMP cíclico abreviatura de monofosfato cíclico de adenosina.
Ampicilina antibiótico da classe das penicilinas que previne o crescimento bacteriano interferindo na síntese da parede celular. Usado como marcador de seleção na para se obter bactérias transformadas.
Amplicon produto da amplificação in vitro de um fragmento de DNA. Ver PCR.
Amplificação 1. produção in vitro de muitas cópias de um segmento de DNA pela reação da polimerase em cadeia (PCR). 2. procedimento laboratorial indicado para inibir a duplicação do DNA cromossômico por ação do antibiótico cloranfenicol e, com isso, aumentar a proporção de DNA plasmidial, que é amplificado por sucessivos ciclos de multiplicação bacteriana. 3. expansão no número de cópias de uma seqüência de DNA repetitivo, ou de um gene, por processo evolutivo.
Amplificação alelo-específico amplificação por PCR usando-se primers (iniciadores) de alta especificidade na qual um só alelo é amplificado.
Amplificação de DNA in vitro, obtenção de cópias de um fragmento (seqüência) de DNA, usando-se a PCR e um termociclador; in vivo, aumento da taxa de síntese de DNA por diferentes mecanismos, i.e., amplificação gênica, redundância gênica.
Amplificação de minissatélite amplificação por PCR usando-se primers específicos e complementares às regiões que flanqueiam um minissatélite, visando à detecção de marcadores genéticos do tipo DNA fingerprinting. Ver minissatélite.
Amplificação gênica mecanismo evolutivo que leva à ocorrência de múltiplas cópias de um gene no genoma.
Anabolismo uma das duas subcategorias do metabolismo, referindo-se ao acúmulo de moléculas orgânicas complexas a partir de precursores mais simples.
Anaeróbico diz-se do ambiente ou da condição na qual o oxigênio molecular não está disponível. Ver anaeróbio.
Anaeróbico facultativo diz-se do organismo que cresce em condições anaeróbicas ou aeróbicas.
Anaeróbio organismo que pode crescer na ausência de oxigênio.
Anáfase fase da divisão celular na qual ocorre migração das cromátides (na mitose e meiose II) ou dos cromossomos homólogos (na meiose I) para pólos opostos da célula. A anáfase ocorre após a metáfase e precede a telófase. Ver disjunção.
Análise de heteroduplex estimativa, por meio de eletroforese, do grau de homologia entre as seqüências das duas fitas de um DNA heteroduplex. Quanto maior a divergência entre as seqüências, menor a mobilidade do fragmento no gel, pois o peso molecular de um par complementar de fitas é menor (portanto, tem maior mobilidade) que o de uma estrutura heteroduplex.
Análise de risco procedimento realizado para analisar a natureza e os efeitos adversos à saúde humana e animal ou ao ambiente. Consiste de três etapas: avaliação do risco, administração do risco e comunicação do risco.
Análogo diz-se do grupo de organismos ou moléculas funcionalmente semelhantes, mas que evoluíram de modo diferente ou contêm diferentes compostos. Os análogos das bases nitrogenadas do DNA podem ser incorporados à molécula, causando mutações.
Androgênese desenvolvimento de um embrião haplóide a partir de um núcleo masculino. O núcleo materno é eliminado ou inativado após a fertilização do óvulo. O zigoto é haplóide e só contém o genoma oriundo do gameta masculino.
Androgênio grupo de hormônios que estimula o desenvolvimento de características sexuais secundárias masculinas e contribui para o controle da atividade sexual em animais. Hormônio sintetizado nos testículos.
Andrógino hermafrodita. Da Botânica, diz-se do vegetal que tem flores femininas e masculinas na mesma espiga ou flor. Diz-se do fungo que apresenta anterídio e oogônio sobre a mesma hifa.
Anel de crescimento cada um dos anéis concêntricos de um tronco lenhoso. São visíveis a olho nu, mas estudados sob microscopia ótica após se fazer cortes transversais ou histológicos. Cada anel representa o xilema formado em um ano, resultado da atividade do câmbio vascular.
Anelamento pareamento, ou ligação por pontes de hidrogênio, das fitas complementares de DNA/DNA, DNA/RNA ou de RNA/RNA para formar uma fita dupla de oligonucleotídeos ou polinucleotídeos. Uma das etapas do processo de amplificação in vitro de ácidos nucléicos (PCR). Em inglês, annealing. Ver amplificação.
Aneuplóide organismo ou célula que tem o número de cromossomos diferente (menor, por exemplo, 2n−1, ou maior, 2n+2) do número somático normal. Gametas oriundos de aneuplóides têm números diferentes de cromossomos (n e n−1, por exemplo). A condição é dita aneuploidia.
Anfidiplóide espécie ou indivíduo obtido por autoduplicação dos cromossomos de um híbrido F1 interespecífico e que contém dois genomas. Um tipo de alotetraplóide.
Anfimixia reprodução sexual que envolve a fusão de gametas masculinos e femininos e a subseqüente formação de um zigoto.
Angiogênese formação e desenvolvimento de novos vasos sangüíneos no corpo. Estimulada por fatores de crescimento, como angiogenina.
Angiogenina fator de crescimento que estimula a formação de vasos sangüíneos; está associada à formação da placenta e ao crescimento de tumores.
Angiosperma no reino vegetal, classe que inclui as plantas que florescem; plantas vasculares nas quais ocorre fertilização dupla no saco embrionário, resultando no desenvolvimento de fruto com sementes. Há duas subclasses: a de plantas monocotiledôneas e a de dicotiledôneas. Ver gimnosperma.
Animal fundador organismo portador de um transgene em suas células reprodutivas (gametas) e que pode ser usado em cruzamentos controlados para a obtenção de um transgênico puro, homozigótico para o gene exógeno.
Animal monogástrico animal não-ruminante com um estômago simples.
Anotação em Genômica, tomada de dados de seqüenciamento.
Antagonismo interação entre dois organismos na qual o crescimento de um é inibido pelo outro.
Antagonista composto que inibe o efeito de outro.
Antera órgão vegetal situado na parte superior de um estame onde ocorre a microesporogênese ou formação dos gametas masculinos.
Antese abertura da flor ou período durante o qual a flor se abre.
Anti-séptico qualquer substância que mata ou inibe o crescimento de micróbios, mas que não é tóxica ao homem se usada em concentrações recomendadas. Exemplo: etanol a 70%.
Anti-soro porção fluida do sangue de um animal imunizado, após a coagulação, e que retém os anticorpos.
Antiauxina substância química que interfere na resposta celular às auxinas, às vezes pela prevenção de seu transporte. Algumas antiauxinas podem promover morfogênese in vitro. Ver auxina.
Antibiose prevenção do crescimento de um organismo por meio de uma substância ou por outro organismo.
Antibiótico classe de compostos naturais ou sintéticos que inibem o crescimento ou causam a morte de microrganismos. Antibióticos medicinais são usados para controlar infecções bacterianas. A resistência bacteriana aos antibióticos se deve a mutações e estes atuam como agentes seletivos.
Anticlinal orientação da parede celular ou do plano de divisão da célula perpendicular à superfície.
Anticódon trinca de nucleotídeos do RNAt que é complementar à trinca (ou códon) da molécula do RNAm. Durante a tradução ou síntese protéica, cada RNAt transporta um aminoácido para um dos sítios de ligação no ribossomo. O RNAt se desprende do ribossomo e a formação da cadeia de aminoácidos se dá por ligações peptídicas.
Anticorpo (Ab) molécula protéica produzida por células especializadas em vertebrados superiores com função imunológica; o mesmo que imunoglobulina (Ig), proteína multimérica, com dois tipos de peptídeos, um de cadeia leve e outro de cadeia pesada (H2L2), sintetizada pelos linfócitos em resposta ao contato com um antígeno. Cada anticorpo reconhece um epítome de um antígeno e age especificamente se ligando a ele, tornando-o inativo. Anticorpos da classe IgG são encontrados na circulação sangüínea.
Anticorpo catalítico anticorpo selecionado por sua habilidade de catalisar uma reação química, estabilizando o estado de transição de uma reação.
Anticorpo D anticorpo com uma única (em vez de duas) cadeia de proteína. A principal vantagem dos anticorpos D é que os genes correspondentes podem ser clonados e expressos em bactérias, de forma que grande número deles pode ser gerado.
Anticorpo monoclonal (mAb) anticorpo produzido por um hibridoma, ativo contra um único determinante de um antígeno. Ver hibridoma.
Anticorpo policlonal amostra de soro que contém uma mistura de imunoglobulinas distintas, cada uma reconhecendo um antígeno diferente.
Antígeno (Ag) macromolécula, normalmente uma proteína estranha ao organismo, que provoca uma resposta imunológica em uma primeira exposição, estimulando a produção de anticorpos específicos a seus vários epítomes. Durante exposições subseqüentes, o antígeno é fixado e inativado pelo anticorpo.
Antígeno de histocompatibilidade principal proteína da superfície da célula que permite ao sistema imune distinguir as substâncias exógenas das endógenas (nativas); o mesmo que histoglobulina.
Antinutriente composto que inibe a absorção normal ou a utilização de nutrientes.
Antiterminador peptídeo que possibilita à RNA polimerase ignorar sinais de parada (ou de terminação) durante a transcrição, e assim produzir transcritos mais longos que os normais.
Antitranspirante composto projetado para reduzir a transpiração vegetal. Poderá interferir na fotossíntese e respiração se a camada for muito espessa ou irrompível.
Antixenose modificação no comportamento de um organismo por uma substância oriunda de outro; no contexto da resistência, uso de uma planta como alimento alternativo por um inseto-praga.
Antocianina classe de pigmentos flavonóides, azuis, roxos ou vermelhos, solúveis em água, encontrados nos vacúolos das células de certas plantas.
Anual planta que completa seu ciclo de vida dentro de um ano. Ver bienal, perene.
Anucleado óvulo do qual o núcleo foi removido, normalmente como um passo preparatório para a transferência nuclear nos procedimentos de clonagem.
Ápice parte terminal da raiz (radicular) ou do caule (haste) contendo o meristema primário ou apical.
Apoenzima enzima inativa que deve se associar a uma coenzima para se tornar ativa. O complexo “apoenzima/coenzima” é chamado de holoenzima.
Apomixia produção de um embrião na ausência de meiose. Plantas superiores apomíticas produzem sementes derivadas de tecido materno.
Apoptose morte celular não seguida de autólise, que acontece de forma ordenada e demanda energia; etapa do desenvolvimento, relacionada à manutenção ou da renovação dos tecidos. Pode também ser causada por um estímulo patológico. Difere da necrose, na a qual morte da célula é causada por fatores externos.
Aqüicultura cultivo de organismos aquáticos, inclusive peixes, moluscos, crustáceos e plantas aquáticas.
Arabidopsis gênero de plantas crucíferas. A espécie A. thaliana é usada em pesquisa biológica como planta-modelo, pois tem um tempo de geração curto, cerca de 40 dias, e um pequeno genoma (125 Mb), já totalmente seqüenciado e distribuído em 5 cromossomos (2n = 10). Contém 25.500 genes, que codificam proteínas de 11.000 famílias. Pode ser cultivada in vitro e facilmente transformada geneticamente.
Archaebacteria bactérias, na maioria unicelular, adaptadas a ambientes anaeróbicos, como as grandes profundidades oceânicas. Estes organismos são vistos como uma fonte promissora de enzimas para vários processos industriais.
Armazenamento de embrião preservação criogênica de embriões animais e vegetais. Ver criopreservação.
Arroz dourado arroz que contém elevado teor de ß-caroteno, um precursor da vitamina A, em suas sementes. Obtido por engenharia genética: foram inseridos dois genes de narciso silvestre e um da bactéria Erwinia uredovora. Em inglês, golden rice.
Asco nome dado ao saco reprodutivo da fase sexual de fungos ascomicetos, onde são produzidos ascósporos.
Ascósporo tipo de esporo encontrado nos ascos de determinados fungos.
Asséptico esterilizado, livre de contaminação com micróbios, i.e., bactérias, leveduras, fungos filamentosos e algas.
Assexual reprodução que não envolve meiose ou a união de gametas.
Assimilação de nitrogênio incorporação de nitrogênio pelas células.
Assinapse ausência de pareamento entre cromossomos homólogos durante a primeira prófase meiótica. Ver sinapse.
Atenuação mecanismo de controle da expressão de genes em procariontes, que envolve terminação prematura da transcrição.
Atenuador seqüência de nucleotídeos na região 5’ de um gene procariótico que causa terminação prematura da transcrição, possivelmente, formando uma estrutura secundária. Ver atenuação.
ATP abreviatura de trifosfato de adenosina.
ATP sintetase complexo protéico multimérico, presente na membrana interna da mitocôndria, nos tilacóides do cloroplasto e na membrana plasmática de bactérias, que catalisa a síntese de ATP durante a fosforilação oxidativa e fotossíntese. Também conhecido por complexo F0F1.
ATPase grupo de enzimas que hidrolisam o trifosfato de adenosina com a formação de ADP e fosfato inorgânico com liberação de energia.
Aureofacina substância antifúngica produzida por Streptomyces aureofaciens, uma bactéria gram-positiva.
Ausência de dominância ação gênica na qual não há dominância, pois o fenótipo do heterozigoto é intermediário entre os fenótipos dos genitores puros. Ver ação aditiva.
Auto-imunidade desordem no mecanismo de defesa na qual a resposta imune se faz contra células e tecidos do próprio indivíduo.
Auto-incompatibilidade em plantas, inabilidade de autofecundação, ou seja, incapacidade de uma planta fértil formar sementes quando fertilizada por seu próprio pólen. Espécies de Brasicca, Theobroma, Helianthus, Passiflora, dentre outras, são auto-incompatíveis.
Auto-radiografia técnica utilizada para visualizar a presença, o local e a intensidade de radioatividade em preparações histológicas, cromatogramas de papel, membranas de nitrocelulose (ou nylon) ou em géis submetidos à eletroforese e cuja superfície é exposta a filme de raio-X.
Autoclave câmara usada para esterilizar materiais diversos, incluindo vidrarias e meios de cultura, usando-se vapor e alta pressão (em geral, 120 psi por 20 min.).
Autólise processo de destruição da própria célula ou tecido pela ação de enzimas dos lisossomos.
Autônomo termo aplicado a qualquer unidade biológica que pode funcionar por si própria, ou seja, sem a participação de outra unidade, como um transposon que codifica uma enzima para sua própria transposição. A mitocôndria e o cloroplasto são organelas semi-autônomas, porque possuem seu próprio genoma, mas também dependem da expressão de genes nucleares para realizar suas funções.
Autopoliplóide poliplóide cujos genomas constituintes são derivados da mesma espécie genitora. Em um autotetraplóide, por exemplo, há quatro cópias de cada cromossomo homólogo. As configurações meióticas podem incluir quadrivalentes (quatro homólogos pareados), trivalentes, bivalentes e univalentes. Multivalentes levam à segregação anômala na meiose, resultando em fertilidade baixa. A banana cultivada (n=11) é um triplóide estéril que se propaga vegetativamente.
Autossomo cromossomo não envolvido na determinação do sexo. Oposto de cromossomo sexual.
Autótrofo organismo capaz de se nutrir utilizando gás carbônico ou carbonato como fonte exclusiva de carbono e que obtém energia da radiação solar, da oxidação de elementos inorgânicos ou de compostos como ferro, enxofre, hidrogênio, amônio e nitritos.
Auxina grupo de reguladores de crescimento que estimula divisão e diferenciação celular, organogênese e embriogênese, dominância apical e florescimento. Auxinas sintéticas, como 2,4-D, estimulam resposta morfogênica in vitro.
Auxotrófico microrganismo ou célula que não se desenvolve em meio mínimo, requerendo para seu crescimento a adição de um composto específico, como um aminoácido ou uma vitamina, que não é requerido pelo tipo selvagem (wild type).
Avaliação de risco processo cientificamente fundamentado e que consiste nos seguintes passos: identificação dos efeitos adversos; probabilidade de ocorrência; avaliação da exposição; conseqüências do efeito; possíveis medidas mitigatórias; avaliação geral do risco.
Avidina glicoproteína presente na clara do ovo e que tem forte afinidade com a biotina. Pode conduzir à deficiência de biotina se em quantidades elevadas.
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