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Confira as principais novidades sobre biotecnologia.
Estudo do ISAAA demonstra que a adoção de plantas GMs cresceu 13% no mundo em 2006
(18/01/2007)
Mais de 9,3 milhões, ou 90% dos agricultores que cultivaram plantações
GM no ano passado, são pequenos produtores de países em desenvolvimento,
o que representa impacto socioeconômico e ambiental significativo nas
regiões onde a biotecnologia foi aplicada.
De acordo com o estudo do ISAAA, intitulado Situação mundial
da comercialização de grãos geneticamente modificados em
2006, os principais destaques são os seguintes:
- Pequenos agricultores - Mais de 9,3 milhões ou 90% dos agricultores
que cultivaram plantações GM no ano passado são pequenos
produtores de países em desenvolvimento, o que representa impacto socioeconômico
e ambiental*** significativo nas regiões onde a biotecnologia foi aplicada.
Isso porque, segundo Clive James, presidente do ISAAA, as plantas geneticamente
modificadas ajudaram o agricultor a reduzir custos de produção
e a diminuir o número de aplicações de defensivos agrícolas
nas lavouras.
- Primeira década dos transgênicos - O crescimento no
período de 1996 a 2006 é equivalente a um aumento sem precedentes
de 60 vezes, o maior índice de adoção de qualquer tecnologia
na agricultura registrado até hoje.
- Dados 2006
- a área global de plantações transgênicas cresceu
12 milhões de hectares ou 13%, atingindo 102 milhões de hectares.
- a quantidade de agricultores que adotaram as variedades GMs chegou a 10,3
milhões, contra 8,5 milhões em 2005.
- 51 países, de alguma forma, adotaram as variedades GMs: 22 países
cultivaram plantações transgênicas no ano passado, enquanto
outros 29 aprovaram a importação de variedades GMs para consumo
humano ou animal.
- Aumento da aceitação - Mais da metade da população
global, de 6,5 bilhões de pessoas, vive hoje em países onde
são cultivadas plantações GMs, permitindo que 3,6 bilhões
de pessoas se beneficiem das vantagens econômicas, sociais e ambientais
geradas por meio da biotecnologia, declarou James. Com 51 países
no total ganhando experiência com a tecnologia, a aceitação
vai continuar a crescer.
- Adoção em países em desenvolvimento - O relatório
indicou que o crescimento da adoção das plantações
GMs foi substancialmente maior nos países em desenvolvimento, atingindo
21%, contra o crescimento da adoção, de 9%, nas nações
industrializadas. Os países em desenvolvimento são, agora, responsáveis
por 40% da área de plantação GMs global.
- Resistência à seca - Espera-se que as plantações
GMs com características de resistência à seca cheguem
ao mercado dentro dos próximos cinco anos, favorecendo a agricultura
e o desenvolvimento de regiões mais pobres do globo nas quais o clima
é mais seco. Pesquisas nesse sentido estão em andamento no mundo
inteiro, inclusive no Brasil.
- Principais centros de crescimento
Américas: Os Estados Unidos continuam a direcionar o crescimento
na América do Norte e em todo o mundo, sendo responsáveis pelo
maior aumento absoluto em tamanho de área em acres em 2006 com a adição
de 4,8 milhões de hectares. O Brasil lidera o crescimento na
América do Sul com um aumento de 22%, totalizando 11,5 milhões
de hectares de soja e algodão GM, este comercializado pela primeira
vez em 2006.
Ásia: A Índia está emergindo como o principal
líder na Ásia. O país registrou o aumento percentual
mais substancial em 2006: 192% ou 2,5 milhões de hectares, totalizando
3,8 milhões de hectares. Tal fato representa um salto de duas colocações
na classificação mundial, o que confere à Índia
o quinto lugar na produção mundial de plantas GM, ultrapassando
a China pela primeira vez.
África: A África do Sul teve avanços significativos
no ano passado liderando o avanço do continente africano ao, praticamente,
triplicar sua área de plantação de variedades GMs. Notadamente,
o ganho veio do milho branco Bt, usado primariamente para alimento, e do milho
amarelo Bt, usado para ração de animais.
Europa: O crescimento também continua em países da União
Européia, onde a Eslováquia se tornou o sexto país da
União Européia, dentre os 25, a cultivar plantações
GMs. A Espanha continua a liderar o continente, cultivando cerca de 60 mil
hectares em 2006. No entanto, outros cinco países da União Européia
divulgaram um aumento de cinco vezes nas plantações, de 1.500
hectares em 2005 para cerca de 8.500 hectares em 2006.
O ISAAA é uma organização sem fins lucrativos com uma
rede internacional de centros de pesquisa voltada para difundir conhecimento
e aplicações de plantações GMs. O relatório
é co-patrocinado pela Fundação Rockefeller, organização
filantrópica baseada nos EUA, associada com a Revolução
Verde, que salvou mais de um bilhão de vidas na década de 60,
e com o Ibercaja, um dos maiores bancos espanhóis com sede na região
de crescimento de milho da Espanha.
*** No recente estudo "Impactos Globais das Lavouras GM: Efeitos Socioeconômicos
e Ambientais nos Primeiros Dez Anos de Uso Comercial", os economistas ingleses
Graham Brookes e Peter Barfoot apontam que o plantio de transgênicos é
benéfico tanto do ponto de vista socioeconômico como ambiental.
Esta pesquisa concluiu que, desde 1996, o volume de utilização
de defensivos agrícolas foi reduzido em 15,3%, ou seja, 224 mil toneladas
a menos na emissão direta no ambiente. http://www.agbioforum.org/v9n3/v9n3a02-brookes.htm
Para conferir o resumo executivo do estudo do ISAAA, clique
aqui.
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