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Biocombustíveis desenvolvidos na bactéria Escherichia coli       (21/01/2009)

Há algum tempo, pesquisadores conseguiram sintetizar alcoóis que contêm cinco carbonos em cadeia, o máximo que se poderia atingir. Recentemente, Cientistas da Universidade da Califórnia (UCLA), nos Estados Unidos, puderam melhorar geneticamente a bactéria Escherichia coli, comumente associada à intoxicação alimentar, a fim de produzir uma longa cadeia de álcool, com até oito átomos de carbono, segundo o professor de Química e Engenharia Biomolecular da UCLA, James Liao.

Atualmente, o etanol de milho ou cana-de-açúcar contém apenas dois átomos de carbono. Alcoóis de cadeia mais longa guardam mais energia em um espaço menor e são mais fáceis de separar da água, o que os torna menos voláteis e corrosivos que o etanol comercialmente disponível. Quanto maior o número de átomos de carbono, maior a densidade do biocombustível e maior a energia disponível após a quebra.

Liao e sua equipe mudaram o percurso metabólico da bactéria E. coli por meio da introdução de dois genes especialmente desenhados: um deles de uma bactéria usada na produção de queijo, e outro de um tipo de levedura frequentemente utilizado pela indústria cervejeira. Os genes foram alterados para permitir que o precursor de aminoácidos da E. coli, o cetoácido, continuasse o processo de alongamento da cadeia, resultando na  cadeia longa de alcoóis.

Para o pesquisador, o impacto da tecnologia está no significado para a produção de biocombustíveis futuros e até mesmo gasolina e combustível de avião.

"Usamos a E. coli, porque o sistema genético é bem conhecido, ela cresce rapidamente e pode ser geneticamente modificada facilmente", disse o coautor do estudo Kechun Zhang, pós-doutor na UCLA. Afirmou também que a técnica desenvolvida em E. coli abre portas para vastas possibilidades na área de polímeros, bem como na fabricação  de medicamentos.

As novas proteínas e o método da engenharia metabólica, desenvolvidos por Liao e sua equipe de pesquisa, estão detalhados na edição de 30 de dezembro da Proceedings of the National Academy of Sciences.

Fonte: ScienceDaily 6.01.09




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